16/09/2012 - Dia 15 de setembrooo


 

O meu blog ta uma baguuunça! Mas sempre que eu puder eu passo aqui. Eu fico criando meus posts mentalmente e fico pensando, que pena que não dá tempo de digitar tudo isso e atualizar o blog... cansei desse lay também, queria mudar! Nossa é tanta coisa. Ontem foi corriido, mais que tudo. E de uma coisa eu tenho certeza, eu sou uma molenga. Quando eu fazia faculdade eu ficava o dia inteiro em casa numa boa e ainda achava que não tinha tempo pra nada. Eu só estudava, agora eu só trabalho, eu só faço uma coisa e fico assim me queixando de falta de tempo, o pessoal de onde eu trabalho também estuda e quando chega sábado estão com ânimo pra sair. Eu também teria ânimo, mas sabe, eles gostam de sair da cidade e apesar de eu ser velha, os meus pais ainda não deixam que eu saia com pessoas que eles não conhecem, à noite, e pra voltar sabe lá que hora. Agora eu já acostumei, mas quando eu era adolescente vivia chorando pelos cantos por causa disso porque eu queria socializar ¬¬. Na verdade eu não me acostumei com a parte de ter que inventar outras desculpas quando me chamam pra sair à noite. Tenho compromisso com isso, com aquilo, com aquele outro, vou levar meu gato no veterinário 24h (e nem gato eu tenho), vou sair com meu namorado (e nem namorado eu tenho), vou buscar minhas roupas na lavanderia (e nem dinheiro pra isso eu tenho). Já está perto do fim o meu pacote de desculpas 2.0. Mas também não quero que parem de me convidar porque se pararem siginifica que me deixaram mais de lado que asa de xícara /;

Não me acostumei mas me conformei em aceitar que eles têm as razões deles. E já entendi que não importa a minha idade. Quando eu tinha 14 pensava que quando tivesse 21 tudo seria diferente. Mas tenho 23 e a minha mãe continua indo me buscar sábado à noite. Quando eu tiver 60, se Deus quiser, ainda terei meus pais comigo (que foi? Se minhas tias chegam aos noventa e tantos, meus pais também podem!) e se eles não estiverem com aquela doença degenerativa da memória que eu esqueci como se escreve e estou com preguiça de pesquisar, eles ainda vão me tratar como uma mocinha. "Tem certeza que pegou a carteira, as chaves, a dentadura??" Ops, os idosos de agora não usam mais dentadura, usam implantes! E os idosos daqui a 40 anos vão usar dentinhos com microchips nos molares, os dois da frente serão as câmeras, bluetooth nos caninos... ^^ sou sem graça :)

Antes eu ficava tão triste com o jeito que meus pais me mimavam que achava até bonito quando os pais dos meus amigos os tratavam de qualquer jeito. "Ah, não tem grana pra passagem? Te vira porque eu não vou te levar" só na base do esporro e pra todo mundo é normal, mas pra mim não. Quando que a minha mãe ia falar assim comigo? Só se ela estivesse com alzheimer mesmo (agora eu pesquisei ~.^). A minha mãe põe as minhas roupas na máquina, estende as minhas roupas no varal, recolhe as roupas, passa até as meias, fica tudo com aquele cheirinho de amaciante. E a minha avó, nem o uniforme da escola passava pra minha mãe. Não estou reclamando da minha avó não, essa é que é a realidade. Das minhas colegas do ensino médio, nenhuma tinha o uniforme passado pela mamãe. Nasci com o coió virado pra lua porque tenho muitos privilégios. E quando eu digo que tenho a melhor mãe do mundo é porque é. E peço pra ela deixar que eu faça as coisas, estou lá pronta pra colocar a mão na massa e ela só diz que não, mas pede que eu fique lá porque gosta da minha companhia. Ela fala que tem ciúmes do computador. Ela é tão perfeita que ontem foi o aniversário dela, mas ela não quis presente .-. eu acho tão frio dar dinheiro, mas é difícil dar presente pra ela. Eu peço a Deus que ela faça centenas de aniversários, com presente ou sem presente, com dinheiro ou sem dinheiro, o importante é ela estar comigo pra eu fazer o mesmo por ela quando ela virar "criança" de novo. Aliás, a minha mãe nunca deixou o lado meio adolescente (e eu vou pelo mesmo caminho), mas sabe o que eu quis dizer, é que idosos às vezes parecem crianças! So fluffyyyyy *-*

 

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Por Kelly às 10h03



26/08/2012 - Dramaticando


 

Nunca tive a impressão de que os dias estivessem passando tão rápido quanto agora. Eu sei que essa conversa é coisa de quem não tem mais o que dizer, é como falar sobre as previsões meteorológicas ou sobre A Fazenda... mas se tem uma coisa que é verdade é que os dias estão correndo feito loucos. Eu conheci alguém que dizia que se os dias ficassem passando rápido demais seria porque o fim do mundo ia chegar logo. Disso eu não sei, só sei que ando sem tempo pra tudo. Eu precisava ir ao banco, e eu fui? Não porque não tive tempo. Ontem eu fiz escova? Não porque não tive tempo. Respondi meus recados nas redes sociais? Até parece que são muitos, mas não são e mesmo assim não tive tempo. Estudei pra prova? Não, sem tempo. Atualizei aqui semana passada? A resposta é não, não tive tempo. É meio sufocante a sensação de ter coisas a fazer e não ter tempo, mas é muito melhor do que sentir tédio, por exemplo. Então isso não é uma queixa, só uma constatação. Longe de mim reclamar. Consegui trabalho num lugar que eu to adorando de coração e os meus colegas são muito loucos rssr sabe quando uma coisa ta legal e você tem medo que acabe logo?? Eu peço todo dia que não seja esse o caso. Peço todo dia pra ter mais um dia \o/ -dramaticamente! 

Eu não sei como vai ficar meu blog, mas não quero fechá-lo por esse detalhe ínfimo. Já passamos por crises maiores. Por enquanto eu dou um descanso pro blog até eu encontrar um jeito de me organizar melhor. Pena que organização não é muito meu forte, senão eu já teria resolvido tudo .-. mas também não deve demorar, não consigo ficar longe daqui :) 



Por Kelly às 12h19



12/08/2012 - Eis a questão


 

A pessoa vai ao hospital, pega uma fila enorme onde todos os casos são incrivelmente urgentes, não aguenta a espera e morre antes que o médico veja sua cara. A pessoa fica indo de um hospital pro outro, não consegue vaga e morre no caminho para o 50º hospital do dia. Sempre sai no jornal que a pessoa precisava fazer cirurgia num braço e acaba tendo uma perna amputada. A pessoa que precisa de hospital aqui sofre. Se a pessoa pudesse, nunca ficaria doente. E claro que essa pessoa não é o prefeito. Se um prefeito recebesse o mesmo tratamento que todo mundo, já teria colocado ordem em tudo. Imagina os candidatos lá pegando ônibus... a coisa já começa de um jeito tenso desde o ponto de ônibus ou na estação, tanto faz. Algumas linhas demoram mais que o meu aniversário pra passar outro ônibus, e tem que ficar lá calado sem chiar, junto com um monte de gente em pé porque os lugares no banquinho gelado de concreto já acabaram. Quando as canelas já estão queimando (isso se chama varizes OMG!) chega um daqueles mini-ônibus. As mini-coisas são bonitinhas, fofinhas, um mini-ônibus é bonitinho também mas é impossível caber todo mundo que estava esperando. Pra quê existe a porcaria de um ônibus desse tamanho? E depois as pessoas é que ficam com imagem de ignorantes porque todos querem entrar ao mesmo tempo. Mas é claro que todos estão agoniados, aparece no deserto com um copinho de água pra ver o que acontece e aí a gente conversa. Lá dentro do ônibus, alguns sortudos conseguem lugar pra sentar, mas eles tiveram que pisar em cabeças pra conseguir isso. Todo restante que fica em pé vira uma massa homogênea que nem balança nas curvas, apesar de o motorista sempre pensar que é Need For Speed. Isso tudo que eu falei parece até coisa de lendas urbanas porque é inacreditável, mas eu vi rss é assim ônibus depois das 17:00 horas. (Sorte que eu saio 4:30 o/) só que às vezes, independente do horário ele pode estar cheio. E aí você vai passar a viagem inteira tentando se deslocar da porta da frente até a porta do fundo ou a do meio pra conseguir descer no ponto que você gostaria de descer, olha que maravilha. As galinhas que vão pra avícola são transportadas mais confortavelmente e olha que a situação delas não é nada boa. A expressão lata de sardinha também não serve mais porque apesar de estarem mortas e cozidas, na lata da sardinha tem mais espaço também. Até no pacotinho de M&M's tem mais espaço vazio do que no ônibus. E o transporte é público mas a gente paga, inclusive a tarifa não para de aumentar. Aí alguém diz "vamos de carro, é tão fácil". Pois sim, vamos levar 40 minutos só pra sair da garagem e aí a gente fala sobre a parte fácil. 

O post ta maior revolts hoje, mas é porque eu não consigo definir eleições em outras palavras a não ser poluição visual, sonora e hipocrisia em cada sorrisinho. Falam que o futuro da cidade está nas nossas mãos, que é só escolher certo, mas como escolher alguma coisa certa numa questão onde todas as alternativas estão definitivamente erradas? Primeiro, teríamos de conhecer os candidatos um pouco melhor. Já ouviram falar que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade? Mesmo quem mora junto e tal, você não sabe todos os segredos do marido/esposa, do seu filho, etc. Imagina então como é que depositamos literalmente um voto de confiança em alguém que vemos de longe, ouvimos falando sobre as propostas que são sempre as mesmas "eu vou melhorar daqui, vou melhorar dali, vai ficar tudo uma beleza" e só vemos de quatro em quatro anos porque no resto do período eles devem hibernar só pode. Não sabemos o que eles falam quando estão entre amigos, não ouvimos suas gargalhadas quando estão bêbados, não os vemos andando de meia e pijama em casa, parece que não votamos em pessoas normais e sim robozinhos com sorrisos desenhados e trejeitos patéticos. E outra, e se a gente os conhecesse como amigos próximos e víssemos que nenhum deles presta? Acho que no fundo todo mundo pressupõe que eles não prestam, mas isso também é um tipo de preconceito, justamente porque não conhecemos todos. Nunca vamos saber qual é a alternativa certa, estamos votando no escuro, eles nos colocam vendas e nos atiram contra as urnas.

 

 



Por Kelly às 09h47



05/08/2012 - Cinderela e seus problemas


 

A semana que passou foi de busca. Uma busca extremamente importante, extremamente difícil e muito, mas muito frustrante. Eu creio que todo mundo conheça a garota do título desse post... Uma minazinha que só sofre a vida toda, apanha mais que mulher de bandido, faz trabalho doméstico e tralálá. Ela tem a sorte de ser linda e magnânima, vai à festa toda produzida e conquista um vida boa fresco. O maior problema da vida dela nem eram as malas caras de pau que se enfiaram na casa dela, era o fato de calçar algum número abaixo de 36. Eu sei porque entre ela e eu só tem isso em comum, (e por isso eu me identifiquei com essa história desde criança, a que eu mais gostava entre as outras lá) e o que eu sofro pra encontrar um sapato nenhuma ficção jamais será capaz de retratar.

>>Meea nossa! Como estou escrevendo dramaticamente hoje<<

Cansei de ver aquela cena, vendedor trazendo 50 mil caixas empilhadas e depois de provar tudo eu concluo que nenhum coube em mim. Ou melhor, eu não coube neles. Ah, você já entendeu. Scarpin scarpando de mim .-. Aí um deles milagrosamente fica legal e eu falo "Ah, mas desse eu não gostei..." nossa se eu fosse vendedora eu matava uma cliente que nem eu! Mas qual é?! Eu tenho que levar o que eu acho bonito e não qualquer coisa só porque coube. Se fosse assim eu ia trabalhar de pantufas porque elas servem direitinho no meu pé e ainda são confortáveis. 

Crianças de dez, onze anos já têm o pé do tamanho do meu, às vezes maior. Como eu me sinto com isso? Cara... to nem aí. Adoro meus pés do jeito que são e se apenas fosse mais fácil achar um sapato 33/34 eu nem escreveria esse post e provavelmente você estaria agora lendo sobre outra coisa sem importância pra nada. Esse probleminha pra comprar sapato eu só comecei a enfrentar depois que fui buscar emprego, trabalhar e etc porque antes, na vida de estudante, eu só usava mesmo tênis, sandálias, tamancos. E tênis, sandálias, tamancos, botas e pantufas eu curiosamente não tenho problemas quanto ao tamanho. Tenho uma pantufa 42 que serve perfeitamente e uma bota 35 da minha mãe que eu uso às vezes. A minha é 34 e tem salto, minha mãe reclama que todo ano eu compro botas no inverno, mas se eu não consigo comprar sapatos, vamos de bota! Mês passado eu comprei essa:

 

 

E simplesmente amei. Já fui pra todo canto com ela. Adoro saltinhos que fazem aquele barulho 'toc-toc' (mas num baque meio grave, abafado e sexy, não escandaloso e agudo como ferradura de cavalo) e essa faz um som muito bonito nas pisadas. Quando eu venho, todo mundo quer saber quem é. (Aí quando vê quem era diz 'ah...'). 

Resumindo, eu gosto de botas. Quero uma marrom e uma azul agora. Até hoje só tive pretas. Ah, e uma de cor indefinida quando houve uma pequena febre em 2007 por botas de camurça. Mas a minha não era daquelas de amarrar, que fique bem claro. Aquele modelo de material 'mole' ou sei lá o quê não caiu no meu gosto. Tem umas daquele tipo que deixa a pessoa parecendo que está com um sapo amarrado nos pés.

 

 

Essa semana eu vesti uma calça (MAIOR BONITA, social, preta, skinny, com zippers dourados nas barras e nos bolsos da frente) que não dava pra usar com bota, à menos que fossem ankle boots mas eu não tenho nenhuma ainda. Ia usar com sapatilha mesmo, mas não é que quando fui calçar a minha melhor sapatilha EVER ela estava com o fecho quebrado?? GOD WHY. Essa sapatilha é especial pra mim, se sujar eu limpo, se descolar qualquer coisa eu colo, se quebrar o fecho eu arrumo, se partir ao meio eu posso não conseguir consertar mas não jogo fora também. Valores sentimentais, meus queridos... E também porque é a única que eu tenho que não fica saindo do meu pé ¬¬. A solução foi colocar um sapato porque eu já estava atrasada e não dava tempo de trocar a calça pra poder ir de bota. Felizmente (milagrosamente, misteriosamente) eu tenho um! E ele tem saltos enormes.

 

 

Sinceramente, foi o primeiro calçado que pode se considerar sapato de salto que deu em mim. No dia da compra eu fiquei tão feliz que nem acreditava. Só pra ter uma ideia, eu nem fui à loja pra comprar um sapato desse tipo. Fui comprar um pro dia-a-dia mesmo, com um salto mais modesto e tal, mas quando esse serviu eu esqueci tudo. Já fiquei imaginando todas as minhas roupas que ficariam esplendorosas com ele. E por incrível que pareça, ele é confortável mesmo com esse tamanho de salto. Só que não dá pra abusar também, né! Mais de três horas em pé nesse salto certamente deixam os pés cansados. Por isso eu me mobilizei pra comprar outra sapatilha na sexta-feira: 

 

 

Até a sapatilha foi difícil de achar. Andei por várias lojas. E eu gostei dessa, é bonitinha e tal, mas até o sapato lá de salto é mais confortável que ela. Lá na frente ela é apertada, esmaga os dedos. E eu entendi porque algumas sapatilhas têm aquele furinho na frente (eu brinco que é o umbigo ;) porque quando não tem o maldito umbigo, os pés transpiram lá dentro e pense no aroma esquisito de plástico com suor quando tira a coisa do pé. Um dia depois de comprar eu estava arrependida. Mas, pelo menos, não foi os olhos da cara e é toda bonitinha (apelidaram aqui em casa de mini-sapatilha-fofa-da-kelly).

(E esse post podia ter o título de post dos parênteses ou post chato desabafando sobre sapatos), isso porque eu nem contei o mico envolvendo sapatilhas na formatura dois anos atrás e que eu não esquecerei =/ mas isso eu vou deixar pra outra hora hahah imagino que já estão cansados dessa besteirada toda por hoje! ;****

 



Por Kelly às 12h26



29/07/2012 - GatinhoGordinhoPareceUmCofrinho >.<


 

Eu sou muito, muito ansiosa. Não me considero gulosa, mas ontem antes de comer pizza eu comi uvas e depois da pizza comi chocolate depois Ruffles Lemon, depois mais chocolate. O detalhe é que eu deveria estar numa dieta! Acho que foi ansiedade, às vezes eu fico assim e é completamente sem motivo --' ser ansiosa vai me levar a ser gordurosa o0. Entrei numa dieta em dupla, pra ver se assim um incentiva o outro, sabe... A gente coloca numa tabela o que comeu e a outra pessoa classifica com cores azul=legal, amarelo=marromenos e vermelho=insano. O meu era pra ser tudo vermelho, já tem um mês e eu emagreci só no começo mas depois estacionei. Queria perder 4 kg mas perdi apenas 2 e olhe lá, se der bobeira eles voltam. Eu sou chocólatra demais e não gosto dessa miséria de ficar contando calorias. "Afe uma barra desse chocolate tem milhões de quilos de carboidrato, sódio, veneno SBP, radiação, magnetismo ultravioleta... você vai se matar." TEUCU. Por que o mundo é assim? D:    

No mundo perfeito - café da manhã: Misto quente e suco de laranja. Almoço: Lasanha sempre. Lanche da tarde: 5 Snickers e na janta aquele triplo cheeseburger covardia do McDonald's e de sobremesa uma barra de Shot branco. Depois da janta uma Ruffles Lemon ou pipoca ou Doritos na hora da novela. Tudo isso fazendo parte de uma dieta saudável e equilibrada, enquanto que repolho, chuchu, quiabo tudo isso ia ser coisa que faz mal e engorda. Ó! Q belezzz. 

Não, deixa eu falar sério... isso ta parecendo post de criança de dois anos. Problema é que eu sempre fui assim. Tenho fotos pra provar. Cada cem fotos minhas nessa idade de dois anos, em duzentas eu estou segurando um pacotinho de Fandangos. E toda feliz com Fandangos grudados nos dentes de trás. Época boa, eu nem sabia o que era esse drama. Eu já estive 12 kg acima do meu peso, aí perdi tuudo fiquei toda me achando e depois de uns 2 anos acomodada eu ganhei quase 4 desses 12 quilos de volta. Aí dessa vez eu acordei antes de chegar aos 300 quilos de novo MINA VOÇ TEMQ EMAGRECER DIACHO então perdi 7 quilos \o/ mas em 6 meses eu já ganhei 2 de novo será possível?! Eu tenho posts da época em que eu estava 'gordinha' meu número era 42 e eu afirmava que tava bom, que tudo bem ser gordinha, naboa. Eu não me odiava nem nada, mas e as fotos de corpo inteiro que eu não queria tirar? E as roupas que eu nunca poderia comprar?? No fundo, no fundo eu queria muito emagrecer sim. Pra mim foi a conquista do século quando eu fui às compras e ouvi a pessoa que vende falar "A peça é pra você mesma? Vou pegar a 36." EHIUAHEIUHEUIAHIUEHUIAHE ~idiooot~~ mas eu gosto mais do número 38 porque se adequa ao perfil da mulher brasileira e tal. Quando fala de 36 pra baixo parece que a pessoa é magérrima e eu nunca desejei ser desbundada {?! Tenho poucas calças 36, maioria é 38 mas as 42/4 ainda estão guardadas. Não por precaução, DEUS ME LIVRE! É só como um lembrete assustador. Mas isso de números é a mais pura bobagem, até porque tem calça de um número menor que é maior e vice versa, é tudo bagunçado.

Sou muito crítica comigo e com as outras pessoas não, tenho várias amigas que usam tamanho 42, é super normal, elas são lindas. Já eu, se ficar de novo com esse manequim, me acharei horrível e não sairei mais de casa. Eu devo ter problemas brow. Tem um monte de gente que não ta nem aí. Eu vejo gordura saindo pela blusa apretada das pessoas na rua, vejo as celulites através da legging branca das senhoras que às vezes curtem uma minissaia... não to criticando não, a sociedade é livre, só to dizendo que não aprecio esse tipo de exposição. Quem gosta de expor as coisas é museu, galeria... Eu, quando me sinto gorda, trato logo de escolher uma roupa que disfarça. Eu já sei vários truques de gordo! Gordinho adora uma almofada. Sabe porque? Sabe quando você ta com uma blusa que não mostra a barriga quando você está em pé, mas quando senta a barriguinha aparece? A almofadinha ali do lado não vai ficar nas costas coisa nenhuma, a pessoa que não gosta de exibir barriga vai pegar e colocá-la na frente como se estivesse abraçando. Ou então, cruza os braços na frente da barriga se não tiver almofada. Eu sei disso porque já fiquei assim, e olha que eu não era tão gorda. Como seria minha vida se eu engordasse muito? Eu morreria por falta de auto-estima, sérião. Enquanto que as outras pessoas estão aí, com seus manequins 46 e se achando os gostosos. Certas estão essas pessoas. De tanto que elas se acham, eu também acho que todos são mais bonitos que eu. Vocês vão me xingar até umas horas porque ninguém gosta de uma pessoa assim que se rebaixa --' só demonstro esse meu lado no blog! Mas é verdade, muita gente que encontro por aí acho que são mais bonitos do que eu jamais serei, tanto homens quanto mulheres. É duro ser normal por fora e feia por dentro.     

 

Mas pense num post sem foco! É que era pra eu estar em Campos do Jordão agora, fiquei meio depre quando a viagem babou =/ Acontece! xD

 



Por Kelly às 10h01



22/07/2012 - Para de respirar e engole


 

Os olhos ardem, o coração parece que vai pirar, o rosto fica quente, nariz vermelho, respiração esquisita, entrecortada. Assim é pra mim o choro, e isso me acontece com a maior facilidade. Acredito que hajam pessoas sentimentais no mundo, mas não creio que muitas dessas pessoas tenham um problema sério como o meu. É tão fácil fazer saírem as lágrimas dos meus olhos que quando criança eu fazia isso à toa, só pra impressionar, tipo "olha, sei fingir que estou chorando, acho que vou ser atriz \o/". Até hoje ainda choro de mentira quando quero limpar os olhos, como se fosse um colírio limpando de dentro pra fora. Mas eu não comecei esse assunto pra falar que sei fingir muito bem, vim falar sobre as vezes que chorei de verdade e por motivos que outras pessoas consideram toscos demais. Enquanto tem gente que parece blindado, coração feito do mesmo misterioso material de um Nokia 1100, eu devo ser feita do mesmo material da caixinha do Uno, que sempre rasga e fica uma vergonha. O engraçado é que tem situações em que eu fico sentimental e outras nem tanto. Não choro em filmes, nem novelas, não choro por pessoas desconhecidas quando passa o drama da vida de alguém num jornal, é raro eu chorar enquanto assisto algo, me sinto tocada sim mas lágrimas rolando pelo rosto nunca aconteceu. Talvez eu precise me sentir mais próxima. Eu choro se ver alguém chorar na minha frente, mesmo sem saber o motivo. Choro se contarem casos parecidos com alguma coisa que eu já passei e principalmente, histórias envolvendo animais. Por que pessoas fazem tantas crueldades com eles? São mesmo pessoas ou são demônios de olhos pretos como em Supernatural? 

Li um livro que uma criança (ta certo que era um potencial vilão) enfiou fogos de artifício pelo ** de um cão. Claro que o bicho morreu, explosões internas, pensa :0 e era uma ficção mas eu fiquei com isso na cabeça por vários dias porque alguém na vida real já deve ter feito isso com algum cachorro. 

Saindo da área da ficção, uma tia minha contou algo que se eu tivesse vivenciado acho que ficaria louca e mataria a pessoa. Ela tinha um gatinho e um vizinho que não gostava dela, dos filhos dela e nem do gato. Como ele não podia fazer nada com as crianças (que eram traquinas e talvez ele ficasse de alguma forma aborrecido, mas devia entender que são crianças) usou o gato pra se vingar. Pegou o pobrezinho e queimou o focinho dele. Não sei se foi com ferro de passar, água quente, ou empurrando o rosto dele diretamente nas chamas, só sei que eu fico pensando na dor que foi isso e como esse cara teve coragem. O gato não morreu pela queimadura, mas sim por uma consequência trazida por ela. Passou dias sofrendo porque não conseguia se alimentar. Morreu porque ficou fraco. A minha tia naquela época morava num local isolado, sem muitos hospitais por perto, que dirá veterinários. Ela cuidou do gato, mas sem um atendimento profissional não foi possível porque provavelmente iriam injetar nele algum tipo de soro. O cara que fez isso tinha que ter o rosto queimado também, só acho! Quando minha tia contou isso eu era criança, chorei por dias.

Histórias envolvendo vizinhos que não gostam de animais acabam em tragédias. Devia ser crime. Por que não estão presos? Ninguém vai preso nessa merda.

Outra tia contou do cachorro dela. Ela até se emocionou contando e a voz embargada dela me deu aquele nó na garganta também. Alguém na rua dela deu veneno. Ela viu o cachorro todo mole e sentou ao lado dele. O olhar dele, como se soubesse que ia morrer, pedindo socorro... véi que desespero, sério, para com isso. Eu nem vou começar a falar do meu gato! Cara, essa história já é mais velha que o mundo, já cansou meus amigos todos, mas eu ainda lembro da noite que ele morreu e choro rios que nem uma louca.

Eles são uns anjinhos que a gente tinha que cuidar bem. Ontem eu vi essa foto no Facebook e não resisti, tive que compartilhar

 

 

Eu não sei se as pessoas que os machucam tanto serão castigadas um dia mas que merecem, merecem.

 



Por Kelly às 09h57



15/07/2012 - Espelho, espelho meu


 

Eu não costumo acreditar em mitos, lendas e coisas asssim. Coisas polêmicas que uma pequena parte da população acredita mesmo, outra pequena parte fala que não acredita mas no fundo não se arrisca e a maior parte usa pra brincar e zoar de quem acredita. A última sexta foi 13, assim como aconteceu no mês de abril e no mês de janeiro. Se realmente uma sexta-feira 13 tivesse tanto poder, com várias que ocorrem durante o ano, estaríamos todos mortos, não? Eu pesquisei um pouco sobre o mito da sexta-feira 13 e acabei achando mais ou menos as mesmas explicações por aí:

 

Atualmente, o encontro do dia 13 com a sexta-feira é repleto de lendas e crendices que deixam os mais supersticiosos de cabelo em pé. Como se não bastasse isso, o cinema norte-americano tratou de imortalizar esta data com uma seqüência de filmes de terror protagonizada por Jason Voorhees, um serial killer que ataca nessa mesma data.

A crença de que o dia 13, quando cai em uma sexta-feira, é dia de azar, é a mais popular superstição entre os cristãos. Há muitas explicações para isso. A mais forte delas, segundo o Guia dos Curiosos, seria o fato de Jesus Cristo ter sido crucificado em uma sexta-feira e, na sua última ceia, haver 13 pessoas à mesa: ele e os 12 apóstolos.

Mas mais antigo que isso, porém, são as duas versões que provêm de duas lendas da mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.

Segundo outra lenda, a deusa do amor e da beleza era Friga. Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio. Os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. 

Outra explicação sobre essa data remonta à consolidação do poder monárquico na França, especificamente quando o rei Felipe IV sentia-se ameaçado pelo poder e influência exercidos pela Igreja dentro de seu país. Para contornar a situação, tentou se filiar à prestigiada ordem religiosa dos Cavaleiros Templários, que, por sua vez, recusou a entrada do monarca na corporação. Enfurecido, segundo relatos, teria ordenado a perseguição dos templários na sexta-feira, 13 de outubro de 1307.

Apesar de tantos infortúnios associados a essa data, muitos a interpretam com um significado completamente oposto ao que foi aqui explicado. De acordo com os princípios da numerologia, o treze – por meio da somatória de seus dígitos – é um numeral próximo ao quatro, compreendido como um forte indício de boa sorte. Além disso, indianos, estadunidenses e mexicanos associam o número treze à felicidade e ao futuro próspero.

http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2004/08/13/500486/rigem-da-sexta-feira-13.html

http://www.brasilescola.com/curiosidades/sextafeira-13.htm

 

Não me considero supersticiosa. Eu geralmente sou distraída e nesse caso isso me ajuda bastante. Por exemplo, eu só vou ligar os fatos "Ah, hoje é sexta *-*! Mas ei, hoje é dia 13?!" lá no final do dia, então quando acontece de alguma coisa dar errado eu nem penso "Aii tudo porque hoje é sexta 13" não, pra mim isso é outra coisa. Na última sexta 13 eu me lembro de várias coisas darem certo. Eu consegui pegar um ônibus que estava saindo! Falando agora parece pouca coisa, mas se eu não entrasse nele ia atrasar todo meu dia, foi super sério. Recebi umas notícias boas também (que eu teria uma folga no sábado!) e foi um dia todo normal. Não tenho relatos de coisas ruins acontecendo nessa data comigo. Outra sexta-feira 13 que teve esse ano eu fui ao cinema e não me lembro de ter sido atacada por Jason na saída. Como eu disse lá, pra mim isso é outra coisa. Quando algo tem de dar errado, dá. Eu acho que a lei de Murphy tem mais verdades do que isso. Acontece um tipo de azar crônico, independente de ser sexta ou segunda-feira. O que eu sei é que eu sou pé frio (em todos os sentidos possíveis) e quando eu tenho quase certeza que alguma coisa pode dar muito errado, eu lembro daquelas pessoas que falam que sempre arriscar é melhor. Tudo bem, é legal, mas... será que é sempre mesmo? Será que não tem exceções? Se algo pode dar errado, por que diacho seria melhor se arrepender de ter feito do que de não ter feito? Não é muito melhor ter uma dúvida boba na cabeça que logo será esquecida do que um fiasco total causando um buraco no peito e motivo de muitas lágrimas para o resto da vida? Típico: "Eu podia ir dormir sem essa hoje"! Se arrepender de ter feito algo também é muito chato. Não estou dizendo que é melhor adotar uma filosofia covarde mas tem casos que uma análise antes de agir não faz mal. Se essa coisa pode dar errado agora, eu posso receber um não, pode ser bom esperar por outro momento. A oportunidade continua lá, eu só devo saber aguardar a hora certa.

E não é só a sexta-feira 13, tem a lenda do espelho, do gato preto, guarda-chuva dentro de casa... Nunca quebrei espelho, disso eu sei. Achei também a explicação do espelho, mas como achei que o post ficaria muito grande, vou colocar só o link [aqui] e assim fica fácil pra quem quiser ver. Gato preto eu já tive. Acho a maior sacanagem a pessoa acreditar nessas coisas, é só uma **** de gato que ##### véi. Já tive gato preto, amarelo, branco com manchinhas loiras, cinza kkkk tudo a mesma coisa. Abrir o guarda-chuva dentro de casa eu abro. Pra ele secar ué!

Não sou muito de superstições, eu nem sei todas (e sinceramente nem quero saber) mas não posso dizer que tenho sorte em tudo o que faço e sendo assim, com superstição ou não eu tenho azar. Sei que nunca serei capaz de acertar um número de loteria, nunca serei destacada por algo brilhante e definitivamente é impossível me apaixonar por alguém ao mesmo tempo que esse alguém também gosta de mim, pq né... Esse é o mais difícil no momento. Tem desencontros demais na minha vida. Porém, eu sei que a gente deve agradecer pelo que tem e não ficar reclamando o que não tem. Se falta alguma coisa, eu vou à luta. Seja pra conseguir essa coisa ou pra deixar isso pra trás e buscar outras coisas melhores.  

 

OBS: eu sei que é chato, mas... diz uma coisa, depois daquelas novas regras, guarda-chuva perdeu o hífen?

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Por Kelly às 11h41



09/07/2012 - Desformações inecessárias


 

Do que é feita a bolinha de gude?

O nome já diz, de gude.

E o que é gude?

 

 

Ééérr... Na maioria das vezes a gente gosta mesmo é de saber responder qualquer coisa. Não ter uma resposta na ponta da língua é tipo aquele momento em que o computador dá um erro fatal e vem aquele monte de janelas de erro, assim fica o cérebro. Há pessoas tão preparadas pra essas ocasiões que poderiam estrelar a série "THE WALKING PEDIAS", já conheci gente que sabe qualquer coisa que perguntarem. Algumas vezes essas pessoas se acham, (só um pouquinho) mas eu compreendo que estão no direito! Infelizmente eu não faço e nunca farei parte dos walking pedias. Estou mais para algo tipo... Prison Question (PQ?!) ;p vivo perguntando coisas. Por isso que o Yahoo Respostas me é bastante útil. Sou muito burra. Tem certos tipos de coisas que sempre alguém me explica e eu entendo naquela hora mas depois de algum tempo esqueço de novo, então já vou explicando que ninguém precisa se sentir obrigado a responder as minhas questões porque são informações desnecessárias que não vão mudar a porcaria do meu dia. (Vish to pegando influências com os posts do Nicolas)

 

Os pinguins vivem no polo norte ou sul?

Onde fica a clavícula? É que minha prima quebrou duas ou três vezes brigando com os irmãos... (é, lá na casa da minha tia rolava um MMA de vez em quando)

O que são os subsídios que todo mundo detesta?

Removedor de esmalte sem acetona tem o quê na fórmula?

Do que é feito o biscuit?

O que diz a teoria da relatividade?

O que são os radicais livres? Radicais que não estão presos oO

Que combustível abastece os foguetes?

Como uma pessoa cega de nascença tem sonhos, pensamentos, pesadelos? Os sonhos são narrados como partidas de futebol pelo rádio?

Existe mesmo buraco negro no espaço?

Se cada espermatozóide seria uma pessoa diferente, então eu não posso ficar dizendo por aí que nunca ganhei nenhum sorteio?

Quem criou essa imagem que os Ets são verdes e cabeçudos? Eles são é corinthianos! Onde é que não tem corinthiano? Deus me livre...

Por que se diz 00:00h e não 24:00h?

Sempre esqueço se camarão é molusco, crustáceo ou que diacho é. Só sei que é bom e tanto faz o que é.

Por que demora tanto pra acontecer aquele eclipse maneiro? (eclipse maneiro = lua tampando o sol)

Po que alguns celulares explodem?

Cachorros amam?

Se amam, eles são mais racionais do que os donos que os abandonam na rua?

Como fazer para entender sobre arte??? Principalmente as pituras surreais e umas esculturas sem sentido?!

Existe mesmo a rebinboca da parefuseta ou essas palavras foram inventadas por um idiota sem b*** bicicleta ¬¬?

Se me perguntarem "qual seu político preferido?" eu vou ficar processando... processando... process... ERROR 8002-NOT FOUND

+ com - é = - e - com - é = +? Já esqueci completamente. E pra que mesmo eu preciso saber disso?

Se jogassem futebol na lua, na hora daquelas faltas dramáticas que fazem no Neymar, ele voaria de volta pra Terra? 

Por que é mais fácil grudar cheiro de fritura no cabelo do que o perfume do shampoo super cheiroso?

Que diabos é Gianduia? 

 

As piores perguntas que eu já fiz no Yahoo e não tenho vergonha de compartilhar no blog

 

Comer casca de ovo (por acidente, quando caem aqueles pequenos fragmentos) faz mal? (R: Não)

O que fazem as amígdalas? (R: contribuem para o sistema de defesa do organismo)

Quanto tempo é a vida de uma barata? (R: 1 ano a 2 anos no max)

Por que o condicionador é tão ruim de enxaguar? (R: porque vc deve passar em grande quantidade)

O que é um doce vegano? (R: que não vai ovo, nada que seja de origem animal)

Porque quando alguém diz "engole o choro" dá vontade de chorar mais? (R: isso é psicológico é claro, pois a gente só vai parar de chorar quando esquecer do ocorrido...)

Você já abriu um ovo que tinha duas gemas? (R: Jááááá....*-*)

O que acontece se colocarmos o lado do pacote onde diz "este lado para cima" para baixo? (R: Vai queimar metade da pipoca pq o saco não insufla bem T.T ... não tente! PENSE NAS POBRES PIPOCAASSS) 

Você também acha que os bons são maioria? <- época de um comercial aí que dizia isso. -> (R: Sim, ainda tenho essa esperança.)

A maçã argentina vem mesmo da Argentina ou é só um nome? (R: Acho que deve ser apenas o nome de uma qualidade de maça.)

É possível morrer de sono? (R: acho que não.)

 

 

Gente, eu sei que disse que não precisava responder nada, mas... do que é feita a bolinha de gude, hein? É vidro? Mas quica no chão o tempo todo, como é isso? Que bruxaria é essa? Já pensou se as bolinhas de gude são jóias valiosas (porque elas são até bonitinhas, né) e nós tínhamos muitas sem nem fazer ideia?! AS MINHAS ESTÃO GUARDADAS ^~~~~~^

OK - BRISEI - PAREI!!

;**

 

OBS: Ontem eu não vim como de costume, mas consegui publicar o post logo nas primeiras horas da segunda \o/ que é feriado, então pode ser considerado Domingo - parte 2 hawhawh problem?

OBS²: Eu estava no cinema assistindo Era do Gelo 4. Foi tão legal *-* 

 



Por Kelly às 02h20



01/07/2012 - Direção contrária


 

Tem vezes que é tão difícil dormir... Não sei se acontece com todo mundo mas pra mim é um problema frequente e quando acontece eu fico com muita raiva! O sono existe, a vontade de pegar no sono existe muito, os compromissos para o dia seguinte serão de alguma forma importantes mas os pensamentos não desligam, a posição confortável nunca é encontrada e até o tic-tac dos vários relógios ficam altos demais. O relógio da sala, do meu quarto e dos outros quartos fazem uma sinfonia e enquanto presto atenção nela, consequentemente não durmo. Mas ainda é um lembrete amargo de que a hora está passando.

Um amigo já mencionado me disse para contar carneirinhos. A famosa imagem dos bichinhos pulando a cerca apareceu na minha mente mas não consegui que ela permanecesse estática como uma jpg ou com movimentos repetidos como uma gif. Os carneirinhos queriam mais do que aquilo, eles mereciam! Qual era o propósito de passar pela cerca? E o que havia do outro lado para o qual estavam pulando? O motivo para pularem a primeira vez é que os fofos bichinhos estavam indo para a tosa, ficariam todos carecas e pelados. Mas na minha versão dos fatos, houve ainda uma segunda pulada pela cerca e o motivo já vão saber. Os carneiros pularam e viram que na direção contrária vinha uma vaca louca. Eles reconheceram a vaca e se perguntaram por que ela estava tão louca. A razão da correria era que atrás dela vinha um pitbull na maior fúria e velocidade. A vaca subiu numa árvore e foi picada por uma cobra. Ela se deu mal de qualquer jeito... O pitbull lançou seu olhar para os carneiros. Agora que não tinha mais vaca, ele não queria ter sua viagem perdida. Todos os carneirinhos pularam a cerca de novo. O pitbull logo os alcançou e caiu junto com os carneirinhos num enorme buraco. Nenhum deles tinha visto aquela notável circunferência aberta no meio da grama antes. Pularam a cerca e caíram, era inevitável. A largura daquele buraco era impressionante, assustadora, grande demais para ser um simples poço. Era assustador pensar no que os aguardava ao fim da queda. A questão é que esse fim não chegava. Olhando para o fundo do buraco eles não enxergavam nada e olhando para cima, podiam ver a abertura por onde caíram ficando minúscula, um ponto de luz, um píxel, e desapareceu. Agora que não tinham mais noção de profundidade e distância, era como se estivessem flutuando e não caindo. Como se soprasse um vento muito forte na direção contrária para que não caíssem tão rápido. E continuaram por um tempo desconhecido. Nenhum deles usava relógio no momento e os celulares estavam fatalmente sem bateria. O pitbull pensou até em fumar um charuto porque aquilo ainda ia demorar, mas isso colocaria um mau exemplo para as crianças presentes. E finalmente algo diferente aconteceu. Seus corpos entraram em contato com a água, mas não foi um baque violento. Provavelmente a queda não foi tão livre como pensaram. Dentro da água ainda estava tudo escuro, mas de alguma forma eles sabiam por onde nadar. Todos foram juntos seguindo um outro minúsculo ponto de luz que ficava maior a cada braçada. Era um buraco em forma de círculo e dava pra ver a claridade entrando na água escura através dele. A passagem ficava maior e mais larga, assim como a esperança que também aumentava dentro deles. Ninguém ficou se debatendo com isso, mas estranhamente eles não enfrentaram qualquer problema respiratório embaixo d'água. Vai ver estavam entretidos demais para pensar nessa bobagem. Todos passaram juntos pela abertura esférica e perceberam que teriam de continuar a nadar. O buraco foi cavado no meio da areia e ali era o fundo do mar. A luz do céu azul e dos raios solares se infiltravam na água deixando tudo num azul brilhante, muito diferente do outro lado, onde estavam na escuridão da ignorância. Nadaram tanto que ficaram exaustos. Vez ou outra um dos carneirinhos do grupo olhava para trás e via o buraco na areia ficando menor cada vez que aumentavam a distância. Já perto da superfície não dava mais para ver o buraco. Estavam tão cansados que apenas colocaram as cabecinhas para fora mas não sabiam o que fazer agora. Sentiram-se agradecidos por finalmente se livrar daquilo, mas como voltariam para a fazenda? Fizeram barulho ao ver uma lancha e conseguiram chamar a atenção. Um gato de tamanho desproporcional (era do tamanho do pitbull) os ajudou a subir. O grupo viu uma cobra enrolada sobre uma cadeira, o pescoço dela rebolava num gingado irônico e sensual e ela usava uma maquiagem que deixava seu olhar tão sedutor que dava vontade de se aproximar. O gato gordo e loiro usava uma bermuda branca. O seu amigo que estava no comando da direção largou tudo no piloto automático e veio ver o que estava acontecendo. Era um coiote de cor parda e seu pelo macio chicoteava ao vento. O pitbull explicou que caíram num buraco e depois passaram por outro buraco no mar. A cobra escutava a conversa e apenas rolou os olhos. O gato olhou para o amigo, que ria.     

- Só o que faltava, Pedro. Mais um grupo de loucos afirmando que vieram de outro mundo onde os nossos humanos de estimação viraram o jogo e são os nossos donos, e fazem o que querem com a gente. 

- Querem aparecer na Tv.

Pedro e o gato riram e aconselharam o grupo a tirar a plantação de maconha da fazenda deles antes que sejam presos.

 

Olha a interessante gif do buraco batendo ponto no meu post outra vez... Tem situações que só essa imagem pode ilustrar direitinho ;p

E como viram, eu não pude dormir antes de terminar a história dos carneirinhos. Para os que gostam de escrever é sempre aconselhável deixar um caderno embaixo do travesseiro.

 



Por Kelly às 12h22



24/06/2012 - Moça de salto


 

 

Duas da madrugada. É mais ou menos o horário que Michele desliga o computador todos os dias. Ela fica na internet e só vai dormir quando o marido chega. Vitor trabalha no período noturno. Toda noite quando ele chega, Michele já está morta de sono mas faz questão de esperá-lo, senão eles vão passar a semana sem se ver. 

Michele gosta de pegar uma caneca grande que ganhou da cunhada, encher de chocolate quente e ficar atualizando suas redes sociais. Ela admite que o silêncio da madrugada é confortável, mas se não fosse por Vitor ela gostaria muito mais de estar dormindo, pois acorda cedo. Às vezes ela fica na sala, e dali pode ouvir qualquer som na rua. Os ônibus passam e cada vez desce menos gente. Quando se aproxima o horário de Vitor chegar, ela sempre escuta o barulho de sapatos de salto. Fica imaginando que aquela deve ser uma mulher corajosa, pra andar por aí de madrugada e ainda de salto. Se precisar correr... Todo dia essa mulher desce do ônibus no mesmo horário e uma vez Michele teve curiosidade de ver como ela é. Apagou a luz da sala para não fazer clarão na rua e abriu a cortina. Como a iluminação da rua não era a Senhora Iluminação, ela não pôde ver em detalhes, apenas um cabelo comprido e ondulado que pareceu de um castanho perfeito, com cachos fofos que subiam e desciam no ritmo jeitoso do caminhar da moça. Ela entrou numa casa na esquina e aquela foi a única vez que Michele a viu. Um dia a mulher de salto não passou e quando Vitor chegou ela quase perguntou pela moça, como se fossem todos amigos. Nos dias que não está com sono demais pra isso, Michele imagina mil coisas e se pergunta se Vitor poderia conhecer a moça de salto. Não chegou a comentar com ele.

Michele ainda não sabe, mas dentro de poucos dias ela fará de tudo para conhecer a moça de salto. 

Na madrugada fria dos primeiros dias de inverno, Michele deitou no sofá como de costume, com mantas, o notebook no colo, a caneca de chocolate e pantufas nos pés. Ligou a televisão para não ficar em silêncio. Estavam passando clipes e ela parou de prestar atenção ao que fazia na internet. As almofadas estavam confortáveis demais e aquecidas demais. Quando Michele piscou era o dia seguinte. Dormiu na tranquilidade ouvindo Oasis e acordou com Mindless Self Indulgence tocando em conjunto com o telefone fixo, o celular, o despertador, a campainha e os cães de todos os vizinhos latindo. 

Ela caiu do sofá com notebook e tudo. Abriu uma pequena brecha na cortina e viu o carro da polícia na frente da casa. Pensou que todo aquele barulho iria acordar Vitor, então decidiu atender primeiro a porta, desligando antes os telefones, o despertador e a tv. Esfregou o rosto, arrumou o cabelo e foi ao portão falar com a polícia. Ela já estava caminhando assustada e ao chegar lá seus pés e o chão se desencontraram por uma fração de segundo. Havia um daqueles sacos pretos de cobrir defunto bem na calçada dela. Michele nunca vira tal coisa. O policial foi seco na abordagem. Perguntou o nome dela e pediu que ela saísse para ver se conhecia a pessoa que havia morrido ali. Descobriram o rosto e Michele pensou que iria desmaiar, embora nunca tivesse desmaiado antes, ela sentiu algo pior que isso, como se fosse morrer naquele minuto. Era Vitor, sem dúvidas, era o seu Vitor. Um tiro no lado da testa formou um único ponto de cor no rosto dele, tomado por uma palidez congelante. Ainda sem conseguir acreditar, Michele entrou em casa e foi ao quarto dele repetindo mentalmente que ela deve ter visto errado. Era uma esperança torturante de encontrá-lo lá dormindo em sua cama. Os poucos passos até o quarto pareceram uma jornada e ao final Michele concluiu que aquilo era realmente aquilo.

Os próximos dias foram frios e Michele não tinha mais motivo para gostar do inverno, muito menos do verão. Como se Michele estivesse pendurada a uma distância não muito saudável do chão, a vontade de encontrar e prender quem atirou em Vitor era como um cabo que a estava segurando. A investigação da polícia não avançava porque eles diziam que não tinham testemunhas e naquele horário a rua fica vazia. Ela automaticamente lembrou da moça de salto. Ela sabe onde a moça mora e é a única que passa por ali naquele horário. A moça de salto pode ter visto, Michele pensava. 

Por dois dias Michele esperou a hora em que a moça costuma passar, mas acabou percebendo que já havia algum tempo que ela não passava mais na rua. Michele também nunca a viu durante o dia. Decidiu tentar encontrá-la em casa. Ela não dormia mais e não fazia mais nada. Precisou se conter para esperar um horário decente de aparecer na casa dos outros. Não era uma casa muito bonita. Muros brancos tomados por musgo e umidade. Uma senhora a atendeu após cinco minutos de pura insistência. A senhora de cara amarrada não queria falar nada, dizia que aquilo não era assunto dela. Michele descreveu a moça e contou porque era tão importante saber onde ela está. Não se conteve e chegou a chorar na frente da velha. Por incrível que pareça, ela se sensibilizou vendo que as profundas olheiras de Michele eram apenas a ponta do ice-berg, por dentro ela estava devastada.  

Michele foi convidada a entrar e sentar-se para escutar. A velha lhe disse que não tinha como chamar a tal moça de salto, mas tem provas de quem a matou. Ouvindo isso, Michele ficou sem entender. Ela também foi morta? A senhora teve paciência. Começou explicando sua conturbada relação com a moça. Ela trabalhava agenciando a moça no serviço de acompanhante. Essa parte Michele entendeu, mas continuou a perguntar se ela também havia sido assassinada. A senhora mais velha confirmou e ainda deu nome, localização e provas. Ela sabe quem matou a moça, um de seus clientes que virou amante e queria virar namorado. Como era um desejo impossível, pois havia um casamento na jogada, o tal cliente matou a moça logo depois que ela passou pela casa de sua senhora cafetina, pagou o que devia, trocou de roupa e se dirigia para casa, onde tinha uma esposa e uma outra vida.

Michele riu na cara da velha, quase soltando saliva nela. Seu riso só foi contido quando ela teve de passar por um novo reconhecimento. Ao invés do plástico preto de saco de lixo tamanho gigante, era só uma foto sem nenhum defunto. Apenas o Vitor, seu Vitor novamente com a pele mais clara pela maquiagem e os lábios vermelhos como o sangue que escorria em sua testa. O cabelo que ela reconheceu e os sapatos de salto também. Ao lado dele estava o namorado que o matou. Michele foi do riso ao descontrole. Ela só queria acordar de novo na sala e ver que ainda estavam passando o clipe do Oasis. 

 

^~^ finalmente eu consegui escrever um conto que não precisa ser dividido \o/

O que acharam do Vitor? Essa coca é muito fanta ;p

Boa semana :) 

 



Por Kelly às 10h41



 



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