Oi
Oi, tudo bem?
Tudo! Sabe o que ganhei de presente ontem? Os livros da série House Of Night.
Legal! Mas você já tinha lido um, não é?
Isso, só um, e agora posso continuar.
Hm... me empresta o primeiro, já que você já leu?
Primeiro pensamento que passa na cabeça: >.< eu tava com medo desse momento.
Segundo pensamento: Não quero deixar meu bebê com ela(e)
Resposta após 0,5 segundos: tudo bem, amanhã eu trago.
Às vezes eu penso que tenho mais ciúme de objetos do que de pessoas. Não é bem um ciúme, é aquele medo meio bobo como se eu estivesse prestes a fazer algo muito arriscado, como se eu fosse me tornar a vítima de um estelionatário que nunca mais vai devolver aquilo que entreguei em suas mãos na maior inocência. É muito exagero, eu sei. Preciso me tratar! Até porque, de vez em quando também acontece de eu querer algo emprestado de alguém e se eu nunca emprestasse nada aos meus amigos e colegas, eles também não me emprestariam. Mas esse receio não se criou sem motivos, foi ouvindo os casos de outras pessoas e também aprendendo com meus próprios rolos. Sabe quando você tem um amigo que precisa de uma parada qualquer e você tem, fala que vai emprestar, leva rapidinho e a pessoa simplesmente esquece depois? Baita consideração hein. E as desculpas são as mais variadas, de ambos os lados.
•~•Desculpas de quem não quer emprestar•~•
A mais sacada: Ah, é que isso também não é meu, eu que peguei emprestado.
A mais esfarrapada: Eu emprestaria, mas é que vou precisar
A mais fácil: Empresto sim. Dia seguinte: ah, esqueci de trazer.
A mais idiota: Você não ia gostar desse livro, o protagonista é muito feio.
A mais infantil: Meu pai não deixa que eu empreste minhas coisas.
A mais escalafobética: A minha câmera ta possuída, se você não se cuidar ela vai te filmar enquanto você toma banho, ou faz cocô, ou dorme e vai jogar direto na internet.
A mais estúpida: Nada, só finge que não ouviu o pedido e sai dizendo que vai perder o trem.
A mais honesta: Não.
Essa última é muito difícil de receber, ninguém que eu conheço falaria isso.
•~•Desculpas de quem não quer devolver•~•
Não sei onde deixei, vou procurar.
Puxa esqueci de novo! Amanhã eu trago (sendo que amanhã é sábado e vocês não vão se ver)
O que? Tem certeza que deixou isso comigo?
Emprestei a lanterna laranja de neon recarregável que tem canivete, caneta, compartimento para colocar band-aid e calculadora pro meu namorado que foi acampar.
Rasguei o seu pôster do Paramore, foi sem querer, desculpa.
Está aqui, deculpa a demora (e na verdade, devolveu outra coisa que não tinha nada a ver)
Está aqui, deculpa a demora (e devolve o objeto completamente arranhado, rasgado, ou até sujo, com mancha de café com leite e molho de tomate)
Fui roubado, levaram o seu troço junto.
Não, você não me emprestou isso sua doida essa pulseira já era minha! (mas a jóia tem as SUAS iniciais, por que será?)
Essa não é sua caneta. Essa eu achei no pátio, jogada.
Caras de pau ¬¬ gente assim não merece meu respeito.
Conheço uma pessoa que perde tudo que emprestamos a ela. Geralmente é qualquer coisa simples e por isso ninguém nunca a acusou de verdade ou teve brigas sérias. Não se sabe ao certo se ela realmente esquece tudo ou se faz isso para não devolver. Se ela esquece mesmo onde coloca todos os objetos emprestados, será que vai devolver meu carro que ela levou pra praia?
Brincadeira, eu não emprestaria meu carro, o meu pai me mata dramaticamente \o/
Não vou dizer que detesto emprestar as coisas e que sou egoísta. Em minha própria defesa, eu diria que isso é um elevado estimo por meus queridos objetos pessoais adquiridos ao longo da minha existência. Eu até gosto quando empresto algo e ajudo um amigo que eu considero e essa pessoa devolve em tempo razoável, sem que eu precise cobrar, e devolve inteiro, do mesmo jeito que foi. Acho o máximo! Quando isso acontece, eu recupero a fé nas pessoas *-*
Mas isso tudo é errado, sabe. Tanto da parte de quem é muito dramático na hora de emprestar algo quanto quem quer se apoderar das coisas dos outros. É uma espécie de roubo consentido, não? Devia dar cadeia. O que eu quero dizer é que as "coisas" na verdade não importam. É como dizem, caixão não tem gavetas. Precisam criar frases como essa, de certo impacto, pra gente perceber que não adianta se agarrar aos objetos, no final de tudo eles serão inúteis. Grande parte dos nossos bens materiais são para facilitar a vida, mas a vida é o que mesmo? Um espaço curto de tempo entre o nascimento e a morte, fora desse espaço o que é material não vale nada, outras pessoas vão ficar com aquelas coisas de qualquer jeito.
Se tem alguma coisa pra emprestar ou devolver, faça isso. Mas não, não é pra doar tudo que você tem, você está vivo ainda (eee). Pode criar umas políticas organizacionais pra definir a quem você empresta coisas. Eu só empreso pra pessoas que sei que vão devolver, em quem eu confio, e quem eu gosto muito. Se uma pessoa nem me pedir nada emprestado e eu quiser emprestar mesmo assim, deve ser que eu amo essa pessoa!
Não tem hora, não tem dia, não tem lugar, todo mundo pode ser vítima de uma situação estranha. Falar sem pensar, rir quando não podia, agir de modo no mínimo incoerente, eu confesso que tudo isso já aconteceu comigo! E olha que eu sempre levantei a bandeira da paz, não gosto de ficar atacando ninguém com indiretas. Quando isso acontece é porque eu falo sem pensar, às vezes sou capaz de dar uma indireta tão genialmente escrota mas nem lembrava do caso de uma fulana prima de valciclana que ta bem ali do meu lado. Por exemplo o dia que eu conversava com uma amiga sobre agiotas e disse que isso é a maior burrice da vida de alguém pegar dinheiro com bandido, quem faz isso tem é que se ferrar mesmo. E vou lembrar exatamente no segundo que termino de falar que a mãe dela e irmãs dela já pegaram grana com agiota. E a cara que ela ficou? E a cara que eu fiquei? Cara de planta, como dizia um professor que tive, é a cara de quem quer fugir e se esconder pra nunca mais ser encontrado porque fez algo tão estúpido que dá vontade de ir morrendo aos poucos cada vez que lembrar e daí virar uma planta que nunca mais vai falar nem fazer nada. Ainda bem que os meus amigos devem entender que eu tenho um idiotismo galopante e assim ninguém nunca me deu uns tapas depois de tanta imbecilidade.
Teve a situação da planta funerária uns anos atrás que eu penso até hoje com profundos arrependimentos. Eu não era mais criança. Fui com minha mãe e dois primos ao enterro de um tio distante que eu não via muito. Ficamos horas lá no velório e fomos pro lado de fora porque crianças ficam impacientes, mas eu não era mais criança, devia ter uns 15 já. Ficamos brincando e rindo muito alto lá fora, enquanto que havia pessoas sofrendo muito ali em volta do caixão. Levei uns minutos pra perceber isso sozinha e parar de brincar.
Virtualmente também acontece muito, planta virtual é comigo.
"O que? Mas quem é essa pessoa esquisitíssima e brega querendo me adicionar?" Clica em Não, obrigada baby.
Dia seguinte, na sala de aula, comenta com sua melhor amiga "tem uma criatura tão medonha querendo me adicionar no Face que eu precisei minimizar a janela por uns segundos pra me recuperar do susto". Então ela dá o golpe final: "Por falar nisso, aquela minha prima que você foi na festa de quinze anos, lembra? Ela fica me dizendo que você não quer adicionar ela, por que???"
Ah, meu bem... Será que é porque não lembrava de prima nenhuma?
Claro que não respondo assim porque aí sim levaria uns tapas.
"Sua prima me adicionou? Não chegou nada lá, depois eu vejo melhor rerere" ri muito sem graça.
Preciso aprender a pensar como faz isso? Pensar pra falar. Eu já fui pior na época do colegial, é tanto que os exemplos citados até agora são desse tempo. Hoje em dia, depois de muita cara de planta e sofrimento alheio acho que já fiz bastante fotossíntese. Mas ainda não estou livre. Ainda acontecem algumas escorregadas, tipo... Plantinhas instantâneas envolvendo pessoas indefesas.
Deixei a irmã caçula de uma amiga minha cair. É fato, não confie em mim pra segurar bebê.
Uma outra amiga minha estava com um bebê no colo, irmão dela também, e levou horas pra fazer dormir. Ela falava sobre lojas eu acho e de repente ela solta "pinto frio" EU RI TÃO ALTO que acordou o moleque e a casa toda.
E ainda falando nisso, o que pode ser um aumentativo bem louco de "pinta", sem ser "pintona"? É, eu falei isso quando estava no dentista me referindo a uma pinta no dente.
Plantinhas instantâneas maléficas, SAIAM DA MINHA VIDA!
Criei um manualzinho básico ao longo da minha carreira de planta. Vejamos:
• Evitar dizer uma frase que comece com "eu odeio quem usa..." Odeio quem usa Melissa aranha, ODEIO QUEM TEM BLOG, vai que amanhã sua mãe compra uma Melissa e também faz um blog, vai odiá-la por isso?
• Pensar bem antes de comentar com os amigos que acha determinado tipo de look ridículo. A menos que seja horrível mesmo porque se não... certamente um amigo seu acha bonito justamente aquilo que você desdenhou energicamente.
• Tomar muito cuidado com certas combinações de palavras.
• Pensar bem antes de julgar as atitudes dos outros.
• Se não tiver o que falar, ficar em silêncio é melhor do que falar uma baboseira histórica.
• E essa é uma regra que vale pra mim, mas não sei se todos precisam lembrar disso: rir mais baixo! A minha risada é um estouro, quando eu vou ver, o escândalo já foi feito u.u
Então é isso. Cuidado e paciência com essas pessoas que nem eu. Se é que existe alguém que nem eu, plantinhas...
Tem certas pequenas coisas que muitos fazem mesmo sabendo que não deviam, mas fazem normalmente. Coisas que prejudicam todo mundo e elas mesmas. Olha, sempre parece a maior besteira quando eu falo isso, mas eu odeio pensar em pegar os germes dos outros u.u Falando assim, passa a impressão que eu tenho mania de limpeza e que me sinto mais limpa que todo mundo. Não é isso. Não precisa chegar aos extremos. Sei que todos temos sei lá quantos milhões de bactérias na pele bla bla bla mas o mínimo que alguém pode fazer é lavar as mãos ao usar o banheiro, certs? A menos que fosse um lugar sem água... mas que eu saiba, tem bastante água e sabão nos banheiros do shopping e o que eu já vi de gente que sai e passa pelo lavatório sem nem olhar pro pobrezinho dá até dó :~
A missão de uma pessoa que sai do banheiro com zilhões de coliformes fecais nas mãos é bem simples: espalhar a merda o máximo possível. É um terrorismo invisível sente o drama! A primeira coisa que ela pega é a massaneta pra abrir a porta do banheiro, então os próximos que saem de lá terão lavado suas mãos à toa. Se essa pessoa terrorista estiver no cinema, ela vai direto comprar alguma coisa e vai pegar o dinheiro, o vendedor pega o dinheiro e também suja as mãos e é o mesmo vendedor que coloca a mãozona dentro da embalagem de papel onde servirá a pipoca. Todas as cédulas contém esse tipo de sujeira proveniente dos banheiros da vida (e é daí pra pior) e todo mundo sabe mas ignora. QUEM nesse mundo vai comprar um lanchinho na hora do intervalo e antes de comer lembra de lavar a mão? Eu mesma não fazia isso na escola, e olha que lá eu comprava muito salgadinho, que a gente tem que pegar um por um... Eu uso a tática de pegar dinheiro com a mão direita e pegar alimento com a mão esquerda (sou canhota sim e_e) mas é duvidoso, será mesmo que nunca troquei hm? E claro, os próprios vendedores também vão ao banheiro e se saírem com as mãos sujas pode mandar fechar esse restaurante. Agora que eu to revelando esse meu lado Emma Pillsbury vou falar tudo de uma vez. Costumo ver as coisas que outros não vêem, ou não ligam. Muitas amigas minhas já afirmaram "O McDonald's é limpo, os funionários são higiênicos". Limpo? Funcionários higiênicos? Só se for lá em Once Upon A Time, no mundo das fadinhas porque o que eu vejo aqui é o uniforme que antes era cinza e já ficou preto encardido, como se nunca tivesse entrado na máquina de lavar. Os guardanapos, canudos e sachês de ketchup também são bem sujinhos viu?
Pior ainda é transporte público. Um dia uma tiazinha chatinha resolveu lixar a unha com a janela dela aberta e eu fiquei com aquele pó de unha da fulana vindo na minha cara ¬¬ eu sei que as unhas não são venenosas nem nada mas vocês já devem saber que há vida extraterrestre - bactérias zumbis - embaixo das unhas. Agora que vai chegar o inverno, é todo mundo espirrando e os vidros fechados mabeleza hein. Como eu sou A-Cismada acontece de sentar bem atrás de mim a pessoa recordista em espirros por minuto. Acho que até meu cabelo fica molhado rsrsrs ew. Já aconteceu alguma vez você estar num ônibus ou trem e ao segurar num daqueles apoios sentir uma substância escorregadia de textura suspeita e origem desconhecida? Comigo não, mas já vi gente colocar a mão nos ferrinhos e fazer uma careta estranha na hora AHOSHAOHSOUHOSIH :3
Não acho que deveríamos parar de fazer tudo e ficar paranóicos pra lá e pra cá limpando as coisas. Pra mim, só algumas atitudes simples já bastariam.
Não emprestar pra todo mundo objetos pessoais (batom, lápis, palito de unha).
Lembrar de não colocar os dedos na boca, ou nos olhos quando andar de ônibus.
Ter um frasquinho bem bonitinho de álcool gel.
Procurar não morder os objetos. Canetas, fones de ouvido... você nem sabe se eles já estiveram na mesma bolsa que alguma coisa podre!
Lavar as frutas, e preferencialmente todas as coisas que se consome cru e com casca.
Dividir picolé nem pensar, que pobreza! Compra aí pros teus amigos e evite que mordam o seu AHUAHSIHAIUHSIU
Beber no mesmo copo, a mesma coisa.
E sempre que vou ao hospital tenho que jogar as roupas na máquina assim que chego, não fico sentando nos sofás de casa com a roupa que sentei em bancos de hospital imagina!
E por último, evitar comprar coisas que vendem na rua. É sorte eu não gostar de cachorro quente...
Tudo bem, nem todo mundo vai achar que essas coisas são simples, vão dizer que é tudo frescura isso sim kkkkk ninguém aí morreu por fazer algumas dessas coisas, mas existem pessoas que num azar já ficaram doentes por besteiras. É hepatite ao fazer as unhas com materiais que não foram esterilizados, é infecção intestinal por comer num restaurante porco, botulismo, micoses, vírus, quero ficar longe, vocês não?
Uma sala cheia de desconhecidos, escola nova, o que você pensa numa situação assim? É sempre engraçado como nos tornamos dependentes disso, onde quer que a gente vá, não gostamos de voltar e dizer que não socializou com ninguém. Você pode pisar sem querer no rabo do gatinho da sua mãe, pode esquecer o aniversário do seu irmão, pode derrubar café na blusa do chefe, pode acertar um giz bem no olho de um professor que é super legal com você, pode perder um penault que levaria seu time a ser campeão mas nada disso te faz sentir pior do que estar num lugar onde as pessoas conversam entre si e não te incluem. E não por te odeiarem, simplesmente porque você vai se tornando invisível a cada minuto que continua sem falar nada. É, já passei por isso! E quando sinto que vou ficar numa situação dessas eu paro tudo. Você está fazendo isso errado. Eu respiro fundo, vejo sobre o que estão falando e acrescento a minha valiosa opinião. Não é nada difícil, elas riem e de repente sou a melhor amiga delas. Você está fazendo isso certo. Mesmo que estejam todas aquelas pessoas ali esperando pra passar no médico e nunca mais vão se ver de novo, por que é tão importante fazer uma social? Principalmente entre as mulheres. Se tem dez mulheres na sala de espera e cinco delas começam a conversar entre si, no final todas estarão se falando sobre os mais variados assuntos e se apenas uma ficar quieta, essa deve ser uma perdedora. Conheço os dois lados, o das pessoas que estão falando e o das que estão quietas. Quando conheço amigos dos meus amigos, ou amigos do namorado, é essencial se tornar amiga deles e
sinceramente ainda não sei o motivo dessa importância toda rsrrs mas o bom é que sempre que há uma chance, acabamos ganhando novos amigos.
Eu não sou a pessoa mais fácil do mundo de fazer amizade, como já deu pra notar aí. Nem preciso lembrar que sou a-super-tímida preciso? Os tímidos são confundidos com gente metida isso é fato. Eu tenho vergonha, por exemplo, de entrar num ônibus e falar com todo mundo desde o motorista até o último carinha sentado lá no fundo. Ainda que muitas delas fossem as mesmas pessoas de todo dia. Não ando de ônibus todo dia, mas se andasse eu sei que não falaria com ninguém! Até um guarda no banco já me questionou porque eu não falo nada quando entro .-. quando eu entro no banco fico mais preocupada se a porta vai me deixar passar o/ e admito que não olho pro guarda. Olhar não fere, a menos que eu fosse o Cyclops mas que eu saiba não sou, então eu tenho que colocar isso em prática e olhar mais as pessoas porque um olhar atrai o outro ;]
Não sou zangada, nem fechada, nem brava, só tímida. Se começam a falar comigo eu respondo no mesmo nível de empolgação. Tenho amigos que fiz "do nada" e amizades que preservo praticamente desde que nasci. Quando você considera que alguém é seu amigo? Existe alguma linha, um limite pra dizer que aquela pessoa já pode ser considerada mais do que só uma conhecida? Acho que tudo vai da afinidade, se a conversa flui, se os pensamentos batem, quando você tem um amigo de verdade, você pensa uma coisa e o seu amigo fala. Amigos são que nem espécies extintas. Tem que cuidar, proteger, gostar muito deles, ter paciência com eles para não matá-los quando te ligam tarde da noite dizendo que fez merda por aí, ou quando levam dois anos pra devolver seus CDs, se devolverem... Guarde seus amigos e nunca diga 'dane-se eu arranjo outra turma' porque você nunca sabe se vai encontrar espécies falsas.

O nosso cérebro pode reagir de 371843280645 formas diferentes ao mesmo estímulo, só depende de uns detalhes e tudo muda. O medo, por exemplo, é incrivelmente guiado por combinações de detalhes que juntos se tornam um motivo para temer. Imagine que você vai atravessar uma passarela agora. O trânsito na pista abaixo dela tem fluidez no momento e os carros passam bastante rápido. É fim de tarde. Você está com seus tios, seus primos juntos, alguns deles são crianças e carregam balões em formato de gatinhos. Do outro lado, alguém tocando violão começa a atravessar. Você não teve medo de prosseguir, teve? Primeira coisa: apague as luzes! Não é mais fim de tarde, é madrugada. Seus priminhos com bexigas de gatinhos estão em suas casas dormindo e seus tios também. Está só. Começa a perceber que a iluminação dentro da passarela não é tão boa e uma das luzes falha de vez em quando. A pessoa que toca violão entra pelo outro lado e o som que vem do instrumento é desafinado, como se um animal estivesse brincando com as cordas. Você passaria pelo cara esquisito do violão, completamente só e de madrugada ou ia preferir atravessar a pista, já que não haveria tantos carros essa hora?
1- O cara do violão poderia passar sem fazer nada.
2- Ele poderia atacar ali mesmo, te dando uma violãozada nas costas, te derrubando e levando pro cativeiro secreto onde ele planeja abrir sua barriga e te torturar até a morte.
3- Ele poderia ser o Gusttavo Lima
tchê tcherere tchê tchê tcherere tchê tchê tcherere tchê tchê tcherere tchê tchê

Eéer.
Um exemplo mais normal agora: quando assistimos filme de terror. Antes do filme você tem vários amigos em casa, vocês levam um monte de lanches pra sala e assistem. Depois eles vão embora, você fica só (mais uma vez, note que estar só às vezes faz toda diferença), precisa arrumar a bagunça básica que eles deixaram e um simples barulho vindo do cômodo mais afastado da casa pode tirar a cor do seu rosto, dependendo do filme que viu e que barulho foi esse. Se por acaso houver alguma associação com o filme e se por outro acaso faltar luz de repente bem nesse momento aí já era pra você e seu coração, que não aguentará.
Bom, eu escrevo VOCÊ mas na verdade falo de mim. É claro que eu sou muito desse jeito aí, as influências me influenciam {?}
Eu nunca assistiria um filme de terror (mas terror de verdade, daqueles bem... criativos...) numa sala de cinema totalmente vazia e escura, mas se fosse filme de qualquer outro gênero e eu não tivesse recebido estímulos de medo minutos antes, iria tranquila porque tudo pareceria normal e eu nem notaria que não tinha mais ninguém na sala.
Outro exemplo, e esse eu acho que pode ter acontecido com outras pessoas, é referente aos parques de diversão. Depois daquele horror que aconteceu com a menina que estava apenas de férias por aqui e nunca mais vai voltar, a gente custa um pouco a confiar de novo na responsabilidade de quem monitora aqueles brinquedos. O Hopi Hari é um parque que eu fui várias vezes e quando mostram imagens na televisão é tudo tão familiar... Cada cantinho, cada atração que tem lá eu conheço e já devo ter ido.
Não foi a primeira vez que alguém morreu num parque e para nossa agonia, pode não ser a última também. Quando acontece um desastre desses eu passo uns meses sob a influência desse pensamento. Se da última vez que fui lá eu estava com toda a minha coragem e estômago de aço para encarar qualquer brinquedo de parque, hoje eu não tenho certeza de nada. Com tantos acidentes acontecendo nos parques, a gente entra lá e não sabe de que jeito vai sair. Não digo que vou me aposentar e parar de ir, mas vai levar um tempo.
OBS: Aposto que você não leu aquele número lá no começo ;]
OBS²: Aposto que você voltou ao topo pra ver ;]
OBS ³: parei já ;]
A beautiful Camila me indicou para fazer o meme mais legal que já inventaram. E como todo o universo já o conhece, vamo la?
Onze fatos sobre mim:
•••
1- Sou uma filha única mimada e superprotegida, o que ofende a classe dos filhos únicos. Conheci muitos que não são assim. 2- Detesto quando as pessoas deduzem que eu sou inteligente porque tenho cara de nerd e aparelhinho nos dentes. Não é que eu deteste as pessoas, pelo contrário, detesto decepcioná-las. 3- Falando em aparelho, não sei porque eles acrescentam tanto na imagem de um nerd. Colar essas pecinhas nos dentes não deixa a pessoa inteligente. A menos que o dentista seja um bruxo... Mas aí um aparelho enfeitiçado custaria os olhos da cara e se a criatura já tem dinheiro pra que ia querer inteligência?! Nossa viajei agora! 4- Outro fato fatídico sobre mim: eu viajo. Quando escrevo aqueles sonhos aqui, 10% fazem parte de um sonho ou pesadelo e 90% para a minha imaginação esquisita trabalhando. 5- Preguiça é comigo. Essa indicação que recebi semana passada e fui responder só na última hora é um belo exemplo. Tenho preguiça suficiente pra mim e minhas próximas encarnações. Isso é, se eu não ficar com preguiça de ter outras encarnações, enfim... 6- Eu sou romântica. Quando gosto de alguém é difícil deixar pra lá. Na verdade acho que isso não é romantismo ta mais pra cabecismo. 7- Assumo pra valer o meu 'problema' com chocolate. Há pessoas que procuram a cura para suas dores no fundo do copo, eu acho mais eficiente forrar o estômago com chocolate e pronto. 8- Aos cinco anos fui pedida em casamento, só que nós tinhamos outras prioridades. Sair do prézinho éeer. 9- A primeira profissão que eu quis ter na vida foi contorcionista. Isso é profissão?! Pra quem nunca foi bailarina, até hoje eu me considero flexível! 10- Sou tão desastrada que esses dias consegui perder o controle da cadeira de rodinhas e atingi a mesa do computador ¬¬ como foi que eu fiz isso? 11- Eu tenho bom coração ahahah será que conta ao final de dez fatos horríveis?
Perguntas da Camila:
•••
1- Qual a origem do nome do seu blog?
Do protetor labial Nivea de morango haha
2- Faz quanto tempo que você tem o blog?
Cinco anos
3- O que te inspira?
As coisas do dia-a-dia que era pra ser simples, mas acabam se tornando tão complexas que precisamos de um lugar onde expor ideias ou só desabafar.
4- Praia ou campo?
Praia
5- Tem lido algum livro ultimamente?
6- Quais músicas tem escutado ultimamente?
São tantas, cada dia quero ouvir um estilo diferente!
Long live, walking on air, comptine d'un autre ete, duality...
7- Faz algum curso ou faculdade?
Agora não.
8- É ligada em moda?
Só o suficiente pra não pagar mico toda vez que sair de casa.
9- Quais seus estilos de música preferidos?
Música eletrônica, punk, pop, rock, sertanejo, música clássica.
10- Tem muitos amigos virtuais?
Sim
11- Costumar falar muito ou prefere mais ouvir?
Falem que eu escuto! É sério, se eu começar a falar muito só vai sair besteira o/pra isso que tenho blog\o
Minhas perguntas:
•••
1- Se você entrasse num filme de terror em qual seria? Um de zumbis, serra elétrica ou exorcismo?
2- Se uma formiga lhe dissesse 'e aí cara' o que você responderia?
3- Você tem medo de morrer e deixar algo incompleto?
4- Quem você seria em Supernatural- os monstros, os caçadores ou as vítimas?
5- Complete: Eu quero tchu, eu quero tcha, eu quero...
6- Qual foi o apelido mais engraçado que já te chamaram?
7- Existe alguma música que descreva muito bem um momento importante da sua vida?
8- Qual o pior filme que você já viu?
9- E qual filme você achou que fosse ruim e teve de admitir que se enganou?
10- Que cor de esmalte você acha mais bonito quando vê alguém usando?
11- A série que você mais curte acabou de um jeito muito louco e a próxima temporada vai estrear em janeiro de 2015! Como você reage?
Não vou escolher 11 indicados porque fiquei com preguiça (mentira, é porque todos que conheço já fizeram!). Então se alguém quiser fazer... ah, faça ué rsrsr
;***
ótima semana
Selecione de uma foto até a outra

Em 2006 eu era assim.
Algumas coisas mudaram. Muitas coisas. Em 2006 eu achava que iria sair do colégio e a vida continuaria me guiando como guiou até ali. Foi fácil chegar ao terceiro ano sempre sabendo quais eram as minhas obrigações e o que devia fazer. Eu tinha convicções que foram esmagadas bem na minha frente, traumas esquecidos, problemas substituídos. Fui apresentada a uma coisa que significa tudo nessa vida, o poder de decidir. Você nunca precisa decidir nada em sala de aula. Quanta lição vai fazer, o que vai cair na prova... As decisões são fazer ou não a lição e estudar ou não para a prova. Tudo muito definido entre certo e errado. Aula de 'como decidir melhor' não é uma matéria que existe, apesar de que deveria, mas quem poderia ser o professor disso? Todas as minhas decisões me trouxeram ao que sou hoje e vão continuar me carregando por todo o tempo da minha vida.
Saia ou vestido? Bolo ou pudim?
Tom ou Jerry? Lírio branco ou jasmim?
Toddy ou Nescau? Praia ou piscina?
Loiro ou moreno?
Falar mais ou falar menos?
Letra B ou letra C? Uva ou ameixa?
Ser amigo nas horas difíceis ou deixar de lado quem sempre se queixa?
Novelas ou filmes? Vários colegas ou um verdadeiro amigo?
Investigar ou se afastar do perigo?
Lasanha ou polenta? Teatro ou cinema?
Investir e arriscar ou segurança e estabilidade?
Gostar de quem lhe sorri ou escolher com quem faz amizade?
Estar acordando ou indo dormir ao amanhecer?
Sobreviver até quando for possível ou viver até morrer?
Até as situações mais simples nos colocam em caminhos diferentes. O meu problema é não saber escolher e ainda ficar achando que escolhi a melhor opção quando na verdade... A diferença entre teimosia, insistência e perseverança é o resultado. Se alguém tenta muito fazer uma coisa e nunca dá certo, as pessoas o tomam como teimoso. Mas no dia que dá certo, os que não acreditavam elogiam. Tenho consciência das decisões que já fiz até hoje e com certeza muitas delas não foram as melhores. Sempre quando eu tinha um segundo pra reclamar e brigar com alguém ou calar a boca eu escolhia ficar quieta. Há situações em que um silêncio bem colocado incomoda como os palavrões, só que com classe. Nessas horas eu ganhava, mas tem horas que precisamos ser bravos 'mostrar os dentes' e nessas eu perdia. O que mostra que uma decisão não pode ser igual todas as vezes, nada vai estar sempre correto e é assim que perdemos e ganhamos batalhas. Se eu pudesse voltar no tempo eu não mudaria minhas decisões. Eu não disse em nenhum ponto desse post que elas foram erradas. São caminhos, e os caminhos não são só certos ou só errados. Foi todo esse caminho que me trouxe aqui.

Post complexo hoje e_e
Se alguém quiser responder as perguntas do 'isto ou aquilo' nos comentários, vai ser divertido ahawhawh
Tive um sonho e criei uma histórinha básica a partir dele, toda trabalhada no mistério... não sou muito boa desenvolvendo um mistério porque sempre acho que o final fica óbvio demais, mas se mesmo assim o pessoal curtiu então eu também curti YAAEY
Como acabou ficando meio extensa, dividi em duas partes. Quem quiser ler a parte 1 é só descer até o outro post.
Eu Li e não consegui entender, a tela do meu notebook não parava de piscar. Por que tudo tinha que ser tão difícil?
Homicidium: nao foi acident
Mag: o que? que brincadeira é essa?
Homicidium: cuidado com ele
Mag: quem é vc? Edu?
Homicidium: ajud
Homicidium: paco
Mag: Paco? O que paco tem com isso?
Homicidium: paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco
O nome "paco" não parava de aparecer. Era como um desespero, eu queria que ele parasse, apertei várias teclas. O meu computador parou de funcionar, os programas entraram em pane, eu comecei a chorar e tudo que ocupava a tela agora era o nome do meu marido, centenas de vezes.
Paco saiu do banheiro de roupão. Penteava o cabelo molhado e assustou-se ao me ver pelo espelho.
– Mag tudo bem? O que é isso? Fecha essa coisa já!
– O que Paco? O que é agora? O que é que vai me machucar aqui?
Eu ainda estava chorando.
Ele checou novamente o espelho e era como se visse algo que o perturbava. Paco levou meu notebook e foi ao banheiro.
– O que você vai fazer?
Jogou meu computador na banheira.
– Ele pegou fogo Margaret. Fogo! Entendeu? Alguma coisa começou a te perseguir e você deixou.
– Era o meu irmão tentando avisar que você o matou.
– Não pode acreditar que o seu irmão virou um fantasma de computador! Eu não o matei, você tem que se controlar!
– Por que fez isso? Me solta! Como consegue dormir tão bem?
– você não pode falar coisas antes de lembrar tudo.
Paco me empurrou e eu caí sobre a cama. Antes que pudesse levantar ele saiu e fechou a porta.
Eu fiquei cega, só tentava abrir a porta, sair da casa. Tive uma breve lembrança de quando estava na casa em chamas, eu batia na porta do mesmo jeito. Tentei me apegar ao que vi, uma pontinha da minha memória voltando. Aquela porta não queria abrir, mas eu não estava com medo.
– Mag, pare de brincar. Temos que sair.
Paco apareceu e me entregou um isqueiro. Era o isqueiro do meu irmão. Eu peguei e guardei no bolso do casaco, onde já havia um outro objeto.
– A tampa do galão.
Pensei em voz alta porque aquele pensamento pareceu importante demais pra ficar só na cabeça.
Eu sabia, eu fiz parte disso.
Fechei os olhos. Mais lágrimas no meu rosto do que uma cachoeira. Não sentia que isso era verdade, eu não sou assassina.
Tudo ficou escuro, como se o mundo tivesse parado de funcionar. Na verdade, foi só uma queda de energia, mas naquelas circunstâncias eu tinha um pavor amplificado. Minhas pernas ficaram trêmulas e o coração acelerado. Ouvi passos fora do quarto. Paco abriu a porta, trazia um copo de água e lanternas. Ele parecia mais tenso que eu.
– Tome, se acalme.
– Não é hora de me acalmar, Paco. Eduardo quer se vingar de mim! Eu fui a culpada? Matei meu irmão?
A água no copo que eu segurei tremia mais do que um tsunami.
– Você não matou.
– Então por que eu tinha o isqueiro? Disseram que um balão caiu na casa e por isso incendiou tudo, era mentira?
– Você lembra que quando seu pai morreu ele brigava com Eduardo?
Quando ele falou eu lembrei. Como se fosse um filme que vi há muito tempo. Meu pai teve um ataque cardíaco quando Eduardo e seus amigos roubaram tratores para fazer corrida de trator na rua, de madrugada, e destruíram uma construção centenária que a cidade e o país faziam questão de conservar.
– E o Zach...
– Quem?
– O seu pai bloqueou as contas do Eduardo e as suas também. O testamento dizia que seu irmão teria de trabalhar e se sustentar por quatro anos antes de poder receber a herança e você também não pôde receber sua parte por dois motivos. Pra não ajudar o Edu com seu dinheiro e por que ele soube que você ainda via o Zach.
– Que Zach?
– Esqueceu seu namorado eterno?
A campainha tocou e Paco se assustou demais com isso.
– Amante, você quer dizer?
Eu perguntei e ele ficou olhando a janela.
– A sua versão desmemoriada é tão inocente que eu não paro de me surpreender. Eu até gostei, sabe. Queria que fosse assim mesmo. Tudo ficou resolvido, até você...
– Ainda não entendi Paco. Ainda não entendi, larga isso aí!
Gritei com ele e não sou de gritar. Paco pegou malas e pôs sobre a cama. Em poucos meses já mudamos de casa duas vezes.
– O que você não entendeu? Não matamos o Eduardo, foi tudo um plano entre nós quatro.
– O Eduardo ia simular a morte?
– Pra você ter toda sua herança liberada e entregar a parte dele depois, é isso.
– Mas ele morreu, de verdade!
– É, deu errado.
Eu estapeei Paco.
– Deu errado? É só isso que você diz?
Ouvimos um barulho de porta batendo. Um som distante, mas violento. Joguei o foco de luz da lanterna para todos os lados. Por um segundo, a luz refletiu no espelho e eu pensei ter visto algo, uma pessoa, mas isso não se repetiu embora eu tentasse ver de novo.
– Tem mais alguém aqui...
Eu falei e não obtive resposta. Procurei por Paco no quarto e ele não estava mais comigo. O frio veio da janela e eu me senti congelada, por não saber o que fazer. Eu só poderia me esconder, ou sair e enfrentar. Passei pela porta do quarto e não sei dizer o que é mais assustador, não ver nada ou ter uma visão incompleta, distorcida.
Avancei pelo corredor com cuidado e tinha a sensação estranha que mais alguém estava comigo mas não era Paco. Paco é destrambelhado, com certeza já teria feito mais barulho com os pés, mesmo descalço. Desci a escada e vi minha casa escura, assim ela fica tenebrosa. Ainda mais com os sons estranhos que vinham da cozinha. Pequenos batuques, como se uma bengala estivesse batendo no chão incansávelmente. Cheguei lá e vi que não era uma bengala e sim os pés de uma cadeira. Paco estava sobre ela.
Uma corda pendurada no lustre estava amarrada ao pescoço dele e seus lábios tampados.
– Como veio parar aqui? Quem fez isso?
Tirei a fita da boca dele.
– Falei que não adiantava fugir de mim.
Virei para trás e havia um homem armado. O que me perseguiu na estação de trem.
– Vocês me deixaram sem nada, como pôde me enganar assim Mag?
– Deixa ela, Margaret não lembra de nada!
– Prêmio de desculpa mais imbecil do ano vai para...
– Não sei quem você é, mas se quer dinheiro pra parar de nos perseguir, só diga seu preço e pronto, sem drama.
– Diga seu preço e pronto? Eu sou o Zach, Mag! Meu preço é você.
– Se você já teve um caso comigo e eu não lembro de você... Devia saber que acabou.
Zach prendeu os lábios numa expressão de raiva e apontou a arma pra mim mas uma coisa nos distraiu antes que ele atirasse, a televisão ligou sozinha. Estava no canal que deixei da última vez e depois foi mudando de canal muito rapidamente como se alguém com sete dedos em cada mão estivesse mexendo no controle. Parou na imagem de uma praia. A nossa casa que pegou fogo apareceu mais ao fundo, ainda estava intacta.
– Toma um desses, vai te deixar mais esperto.
No vídeo Zach entregava alguns comprimidos. Não vi quem recebia mas imaginei que seria meu irmão.
Zach tinha uma expressão confusa e abismada. Ele checou se as luzes acenderiam, mas ainda não tinha energia.
O vídeo foi feito no dia do incêndio. Eu me vi na imagem, carregando a gasolina com Paco. Eduardo entrou na casa e me filmou sem eu saber. Eu dizia em voz baixa que depois de tudo deixaríamos Zach para trás, que ele era página virada. Quando Zach assistiu isso nos olhou com raiva. Foi até onde Paco estava amarrado e chutou a cadeira. Ele começou a se enforcar e eu corri pra ajudar.
– Não vai conseguir enforcá-lo, só vai quebrar o lustre seu inútil.
Ele nem prestava mais atenção no que eu fazia. Peguei outra cadeira e Paco se apoiou de novo.
O video mostrava o chão da casa, como se Eduardo não conseguisse andar direito, se apoiando nos móveis. Ele entrou num quarto e a câmera apontou para o teto, ele estava deitado.
– Zach me deu uma droga pesada ele queria que eu morresse aqui mesmo. Não consigo me mexer e minha voz não sai direito. Já começaram a tocar fogo, socorr...
Quando Eduardo disse no vídeo já começaram a tocar fogo, a cortina da cozinha também pegou fogo. Eu estava chorando e Paco começou a gritar. Eu lembrei de tudo daquele dia, bati a cabeça quando quis ir aos quartos por causa de uma intuição louca. O degrau da escada de madeira se partiu sob meus pés e eu caí.
– Mag precisamos sair, me ajuda!
Aquele fogo se alastrou mais rápido que o normal, a casa toda já estava em chamas. Peguei uma faca e cortei as cordas de Paco. Zach estava parado do mesmo jeito.
– Ah, me ajude, não consigo sair daqui.
Quando passei por ele, segurei seu braço. Foi como se seus pés estivessem pregados no chão. O fogo aumentou significativamente quando tentei ajudar Zach e por isso o larguei. A casa estava praticamente se desfazendo, desmoronando. Saí com Paco e nós estávamos sem fôlego. Assistimos mais uma casa sendo incêndiada. O fogo consumindo o escuro da noite como um vingador que vem para buscar almas.
Ficou grande demais de novo! Mas eu prometi que agora seria o final então não dividi outra vez!
Códigos de confirmação esquisitos, sai pra lá!

Vejo as ruínas da casa de praia, alguns meses após o incêndio. Tudo sobre aquela noite sumiu da minha cabeça como se eu estivesse tentando me proteger das lembranças ruins.
– Você não devia ficar aqui, Margaret.
Paco me trouxe um cobertor e nós entramos no carro. Desde que voltei do hospital ele tem me tratado como se minhas estruturas fossem feitas de algodão e eu pudesse ser desmanchada por qualquer coisa. No fundo, eu me sentia assim. Tenho muitos problemas quando tento lembrar como foram os últimos instantes do meu irmão, se eu o ajudei, se Paco nos carregou para fora, a única certeza absoluta é que sinto falta do Edu.
Os meus dias ficaram vazios desde então. Eu fico na internet procurando distrações. Paco deixou o emprego e passa o tempo todo comigo. Está mais difícil do que quando meu pai morreu e isso não faz muito tempo. Mesmo com tantas perdas, não é fácil engolir mais uma. A minha família inteira já se desfez, só resta eu e meu marido. A internet virou minha amiga, minha família, mas nem lá eu tive a completa paz que desejava. A primeira vez que aconteceu algo estranho era madrugada e eu estava sozinha. Paco estava num sono seguro, ele sempre foi assim... Eu ia fazer um download e precisava digitar um código de confirmação, exibido na tela "p4c0 lectures" estava escrito de um jeito esquisito, letras distorcidas, formas quase assombrosas, esfumaçadas, borradas, umas grandes outras pequenas. Fiquei arrepiada sem nem saber do que se tratava. Olhei para os lados, depois da porta do meu quarto não se podia ver nada, tudo escuro no corredor. Levantei da cama e acendi a luz, mas eu sei que precisava de uma luz mais intensa, uma que iluminasse meus pensamentos também.
Toda vez que eu precisava digitar um código daqueles eu tinha exatamente a mesma sensação e as palavras mexiam comigo, mesmo sem fazer sentido algum. Passei a prestar mais atenção nelas. Isso parecia muita bobagem, mas eu não exercia outras funções agora a não ser me apegar a bobagens. "help deicrisp", "bromago praia", "ushlay chamas", "210 ajuda" e até que as últimas começaram a fazer algum sentido "ecalia pq23", "eduardo 19942012". Foi o ano de nascimento em seguida o ano da morte e mais o nome dele. Não pude ignorar, não é um simples código! Tirei prints de todas as telas. Pensei ser alguma brincadeira cruel de um conhecido, fiz downloads de arquivos em vários sites diferentes mas sempre o código de confirmação trazia uma palavra estranha e outra estranhamente próxima a mim.
Dispensei o motorista aquele dia. Fui de trem ao parque onde levei meu irmão quando ele fez onze anos. Nada havia mudado ali. Ecália parque, dia 23, hoje. De alguma forma eu entendi que essas mensagens queriam que eu viesse aqui. Nós tínhamos um armário lá e eu peguei o skate dele, que ficou guardado desde que tinha 15 anos. Consegui convercer Paco de que eu poderia vir sozinha sem cair ou bater a cabeça em algum lugar. Eu precisava vir só e pensar em tudo. No dia do incêndio eu discuti com meu irmão por um motivo que não lembro e depois eu falei que precisávamos conversar com mais tranquilidade, na casa de praia que ficasse mais próxima. Meu pai tinha muitas casas como aquela, sempre nas praias mais desertas. Lembro de receber um torpedo dele avisando que estava vindo.
Eu dormi na grama por cerca de meia hora e acordei com folhas da árvore no meu rosto quando o vento a sacudiu forte demais, como se quisesse derrubá-la sobre mim. Na volta pra casa vi uma pessoa na estação de trem. Um homem alto, de calça jeans, camisa branca. O rosto dele me despertou lembranças do sonho que acabei de ter, com alguém até então desconhecido. Ele começou a se aproximar e eu a me afastar. De repente eu estava fugindo, descendo as escadas da estação com uma agilidade que havia esquecido que tinha. Entrei em locais que passageiros certamente não entram. Tranquei portas, me escondi. O meu coração disparou de uma forma que eu achei que fosse morrer. Nesses momentos eu posso constatar que ainda não morri e esse não é o inferno. Pude me recuperar por alguns segundos mas logo o barulho de uma porta sendo arrombada me deixou nervosa de novo. Mais uma porta e ele me acharia.
– Se escondendo de mim? Escute, eu não tenho tempo pra isso, você me deve muito dinheiro e uma explicação Margaret!
– Ei!
Outra pessoa entrou na sala, era uma voz feminina.
– O que faz aqui? Você arrombou a porta? Vou chamar a.. Ah!
Eu não sei o que houve com ela e não fiquei pra saber. Pulei a janela e estava num corredor. Imagino que muitos andares abaixo do térreo, pelo tanto de escadas que desci. Aquele homem me conhece, por que não lembro dele? Se eu aceitasse falar com ele, não seria eu a dar explicações.
O corredor estava escuro numa ponta e claro na outra. Caminhei para o lado claro, por razões óbvias. Nos muros daquele corredor eu encontrei umas palavras, e tive um forte impulso que me levaria ao choro mas me controlei. As mesmas palavras dos malditos códigos de confirmação. Não parecia que eu li aquilo com a voz do meu pensamento e sim que algo sussurrou pra mim. Ali estavam só as palavras que não faziam sentido, uma embaixo da outra como numa lista. Um dos códigos de confirmação que já recebi foi 210 ajuda e isso estava no fim da lista. Percebi que pulando duas letras e juntando a terceira letra de cada palavra formava a palavra de dez letras homicidium. E daí? O que eu faço com isso? Tirei uma foto da parede e consegui chegar em casa sem ser perseguida de novo.
Paco não gostou quando contei o que aconteceu, foi estranho, como se eu tivesse culpa de ser caçada por um maluco. Ignorei aquilo e peguei meu notebook. Quando entrei na internet, alguém estava me adicionando no messenger. Homicidium. Aceitei e na mesma hora Homicidium falou comigo.
Ui, Homicidium, que medo. Tinha que ser em latim, né! Vocês sabem que de vez em quando eu gosto de viajar assim, viajadão... e acontece que esse "de vez em quando" foi hoje. O que achou? Coloquei o nome dela Margaret porque.. sei lá, lembra margarina hahahah
Uma parte desse devaneio todo foi um sonho que tive (a parte da perseguição na estação de trem) montei as outras coisas em cima disso. Esses códigos "captcha" bem esquisitos já apareceram pra eu digitar kkkk tem uns que são difíceis! Esse post ficou grande demais, pois é, por isso dividi! A segunda parte na semana que vem é o final :)
Foto do site Laizek.com
Um dia com homenagens, rosas, presentes, dados estatísticos favoráveis... devia ser feriado também! Sei não, eu acho (só uma possibilidade) que a verdade cruel é que temos um dia internacional justamente porque todos os outros trezentos e cassetada é dos homens. Qual é o dia que não mimamos nossos namorados, maridos, PRINCIPALMENTE FILHOS??
No dia dos namorados, ele dá uma caixa de bombom e a garota: "deixo você pegar um"
No aniversário de casamento ele dá uma caixa de bombom de novo e ela: "vem, divido com você!"
No dia das mães o menininho dá a caixa de bombom mas faz o favor de comer o conteúdo dela. A mãe: "Pode ficar com todos, não se preocupe! Eu amei o cartão!!"
Seus mimados! Que mundo injusto!

A vida da mulher é sempre mais complicada, as tirinhas de memes são toscas mas não mentem.
Há um dia internacional dos homens também (15/07), só que ninguém liga yyyyyyyyy desculpe, vou parar de ser infantil ç.ç é que se fosse isso uma competição, os homens só levariam vantagens em tudo.
Um homem que pega todas as mulheres = pegador, lógico!
Uma mulher que sai com todos = VACA.
Se um homem de 35 anos namora uma menina de 16, acham normal. Agora deixa uma mulher dessa idade sair com um garoto de 17 que os vizinhos, os parentes, todo mundo vai rir pelas costas, vai cair matando.
Se um rapaz age como tímido, a menina se derrete e acha fofo. Se a mulher for tímida o cara ri dela e ainda fala que ela faz "cu doce" e vai partir pra outra. A mulher tímida fica assim com toda essa alonidade forevermente.

A minha expêriencia (não seria a falta dela gente?) diz que iniciativa é tão fundamental quanto uma lanterna quando falta luz. Uma pessoa sem iniciativa é invisível, pode andar nu por aí que ninguém vai ver. Post passado eu falei sobre auto-estima e beleza, iniciativa tem tudo a ver com isso. Já vi garotinhas que não eram nenhum poço de beleza mas nunca estavam sozinhas. Elas sabem se aproximar dos caras. O Adriel, do Não me venha com desculpas comentou que os meninos também são cantados e me lembrei que eu injustamente deixei de levantar esse ponto sobre o lado deles. Sim, os rapazes se queixam das nossas atitudes... mas o comportamento deles também já mudou bastante. Segundo relatos de alguém com conhecimento de causa (minha mãe rssr) os carinhas dos anos 80, a maioria deles era do tipo insistente. Gostavam das mulheres difíceis de conquistar. Uma mínima parcela era tímido e pouquíssimos caíam nas garras das mais soltinhas que ficavam se atirando, pelo menos não se fosse pra levá-la a sério. Eu queria que agora fosse anos 80, posso? Não, não, já mudei de ideia, eu não teria blog. Mas a questão do comportamento favorecia alguém como eu, isso não posso negar! É claro que eu quero conhecer aquele cara (que cara? AQUELE CARA, o homem da minha vida) eu já posso tê-lo conhecido e certamente o deixei ir embora sem nem falar com ele. Os filmes te fazem acreditar que podes conhecer essa pessoa em qualquer lugar, será mesmo??
No mercado, eu estava procurando meu cereal favorito (Nescau Cereal ou Estrelitas). Só tinha um Estrelitas, milhares de Snow Flakes (eca) e o garoto mais lindo e educado e simpático, honesto, inteligente, esperto, confiante, decidido, forte, bondoso e misterioso que eu já vi também queria o Estrelitas. Certo, não sei se ele era tudo isso, mas se você não sabe, o segredo do universo é que quando gostamos de alguém enxergamos qualidades demais. Exemplo, ele espirra, ao mesmo tempo solta um pum e tosse e depois dá uma cambalhota e ri. Garota apaixonada: aplaude. Mas voltando ao garoto das Estrelitas, ele notou qual cereal eu queria e perguntou "será que só tem uma caixa?" eu olhei pra ele e não fui capaz de falar nada! Só fiz um gesto de "não sei". Eu podia ter dito qualquer coisa, podia ter feito um acordo de guarda compartilhada com ele tipo "eu levo o Estrelitas e você vai comer lá em casa" oooooo/// se ele não for burro aposto que viria! Eu sei, batam em mim nos comentários falou? Quem sabe assim eu aprendo... Ele foi embora sem o Estrelitas (pegou a caixa e descobriu que estava rasgada) e o que é pior, sem mim =/
Numa agência bancária eu estava esperando chamarem a minha senha e é aquela velha história, minha senha é nº 5000 e eles estão na 0010 ainda. Encostei na parede, fiz a minha melhor cara de Maria Do Bairro Sofredora Desolada Da Silva e não imaginei que isso atrairia alguém até mim. Um cara bem simpático veio e ficou puxando conversa. Eu não senti como se "puxa, eu podia casar com ele agora e fugir desse infander (inferno+Santander)" mas naquela hora pareceu uma ótima companhia, seria pelo menos um bom amigo, se eu não tivesse dado a entender que eu não queria falar. EU QUERIA FALAR! MAS QUE... MAS QUE... Ele saiu, foi fazer um lanche e depois voltou. Falamos mais um pouco, ele disse que gosta de sertanejo, disse que tinha viajado, contou da viagem. Eu me soltei mais um pouco, falei da minha vida também (a fila demorou mesmo) e chegou a minha vez. Pela primeira vez eu não queria que chegasse a minha vez. Eu fui ao balcão (fui não, corri! Porque se não correr eles chamam o próximo) e pensei, antes de sair eu passo perto dele de novo, me despeço, anoto celular... mas aí também chamaram a senha dele. Fiquei sem jeito de esperar que ele terminasse, tem pessoas que demoram muito lá, como se tivesse deixado acumular vinte anos de contas. Apenas olhei na direção dele, sorri brevemente, fui embora.
Na estação de trem, aquele ventinho bom circulando pela plataforma trouxe uma abelha junto com ele. Eu tive medo que ela se emaranhasse no meu cabelo e fiquei que nem uma louca. Por coincidência eu estava com meus fones de ouvido mas não ouvia nenhuma música no momento (sabe quando você esquece de ligar o modo repetição? Pois é). O cara sentou ao meu lado e disse "Eu também curto rock!" escutei aquilo e ri! Estava brincando, ele sabia que tinha uma abelha me enchendo o saco, até me ajudou a espantá-la. Conversamos, mas não muito porque não tive muito o que falar com ele, não sei explicar, tem pessoas que incentivam minha tagarelisse e outras não. Se estivéssemos numa balada, no momento em que ficássemos sem assunto eu poderia agarrá-lo de uma vez, mas não era balada e eu não ia me comportar como se estivesse bêbada. O que eu poderia fazer? Começar a cantar All Night Long? I like you put your number, put your number in my phone, phone, phone, phone, phone, phone, phone YEAH! NÃO. Resumindo:
O trem chegou + tumulto se formou = entramos em vagões diferentes.
Não tenho sorte! Sou tola!! Quero morrer!!!
Os relatos da garota sem iniciativa ainda são muitos, muitos, muitos, mas eu percebo que esse post ficou... assim... enorme. NÉ?!
Só queria ser mais poderosa :)

PS: atualizei a página dos links de vocês com símbolos fofinhos :~ quem não curtir a figurinha e quiser que eu troque, pode falar que eu... não troco ^^