25/03/2012 - Amigo virtual II


Tive um sonho e criei uma histórinha básica a partir dele, toda trabalhada no mistério... não sou muito boa desenvolvendo um mistério porque sempre acho que o final fica óbvio demais, mas se mesmo assim o pessoal curtiu então eu também curti YAAEY

Como acabou ficando meio extensa, dividi em duas partes. Quem quiser ler a parte 1 é só descer até o outro post.

 

 

Eu Li e não consegui entender, a tela do meu notebook não parava de piscar. Por que tudo tinha que ser tão difícil?

Homicidium: nao foi acident

Mag: o que? que brincadeira é essa? 

Homicidium: cuidado com ele

Mag: quem é vc? Edu?

Homicidium: ajud

Homicidium: paco

Mag: Paco? O que paco tem com isso?

Homicidium: paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco paco

O nome "paco" não parava de aparecer. Era como um desespero, eu queria que ele parasse, apertei várias teclas. O meu computador parou de funcionar, os programas entraram em pane, eu comecei a chorar e tudo que ocupava a tela agora era o nome do meu marido, centenas de vezes.

Paco saiu do banheiro de roupão. Penteava o cabelo molhado e assustou-se ao me ver pelo espelho.

– Mag tudo bem? O que é isso? Fecha essa coisa já!

– O que Paco? O que é agora? O que é que vai me machucar aqui?

Eu ainda estava chorando.

Ele checou novamente o espelho e era como se visse algo que o perturbava. Paco levou meu notebook e foi ao banheiro. 

– O que você vai fazer?

Jogou meu computador na banheira. 

– Ele pegou fogo Margaret. Fogo! Entendeu? Alguma coisa começou a te perseguir e você deixou.

– Era o meu irmão tentando avisar que você o matou. 

– Não pode acreditar que o seu irmão virou um fantasma de computador! Eu não o matei, você tem que se controlar!

– Por que fez isso? Me solta! Como consegue dormir tão bem? 

– você não pode falar coisas antes de lembrar tudo.

Paco me empurrou e eu caí sobre a cama. Antes que pudesse levantar ele saiu e fechou a porta. 

Eu fiquei cega, só tentava abrir a porta, sair da casa. Tive uma breve lembrança de quando estava na casa em chamas, eu batia na porta do mesmo jeito. Tentei me apegar ao que vi, uma pontinha da minha memória voltando. Aquela porta não queria abrir, mas eu não estava com medo.

– Mag, pare de brincar. Temos que sair.

Paco apareceu e me entregou um isqueiro. Era o isqueiro do meu irmão. Eu peguei e guardei no bolso do casaco, onde já havia um outro objeto. 

– A tampa do galão.

Pensei em voz alta porque aquele pensamento pareceu importante demais pra ficar só na cabeça.

Eu sabia, eu fiz parte disso. 

Fechei os olhos. Mais lágrimas no meu rosto do que uma cachoeira. Não sentia que isso era verdade, eu não sou assassina.

Tudo ficou escuro, como se o mundo tivesse parado de funcionar. Na verdade, foi só uma queda de energia, mas naquelas circunstâncias eu tinha um pavor amplificado. Minhas pernas ficaram trêmulas e o coração acelerado. Ouvi passos fora do quarto. Paco abriu a porta, trazia um copo de água e lanternas. Ele parecia mais tenso que eu. 

– Tome, se acalme.

– Não é hora de me acalmar, Paco. Eduardo quer se vingar de mim! Eu fui a culpada? Matei meu irmão?

A água no copo que eu segurei tremia mais do que um tsunami.

– Você não matou.

– Então por que eu tinha o isqueiro? Disseram que um balão caiu na casa e por isso incendiou tudo, era mentira?

– Você lembra que quando seu pai morreu ele brigava com Eduardo?

Quando ele falou eu lembrei. Como se fosse um filme que vi há muito tempo. Meu pai teve um ataque cardíaco quando Eduardo e seus amigos roubaram tratores para fazer corrida de trator na rua, de madrugada, e destruíram uma construção centenária que a cidade e o país faziam questão de conservar.

– E o Zach...

– Quem? 

– O seu pai bloqueou as contas do Eduardo e as suas também. O testamento dizia que seu irmão teria de trabalhar e se sustentar por quatro anos antes de poder receber a herança e você também não pôde receber sua parte por dois motivos. Pra não ajudar o Edu com seu dinheiro e por que ele soube que você ainda via o Zach.

– Que Zach?

– Esqueceu seu namorado eterno?

A campainha tocou e Paco se assustou demais com isso.

– Amante, você quer dizer?

Eu perguntei e ele ficou olhando a janela.

– A sua versão desmemoriada é tão inocente que eu não paro de me surpreender. Eu até gostei, sabe. Queria que fosse assim mesmo. Tudo ficou resolvido, até você...

– Ainda não entendi Paco. Ainda não entendi, larga isso aí!

Gritei com ele e não sou de gritar. Paco pegou malas e pôs sobre a cama. Em poucos meses já mudamos de casa duas vezes.

– O que você não entendeu? Não matamos o Eduardo, foi tudo um plano entre nós quatro.

– O Eduardo ia simular a morte?

– Pra você ter toda sua herança liberada e entregar a parte dele depois, é isso.

– Mas ele morreu, de verdade!

– É, deu errado.

Eu estapeei Paco.

– Deu errado? É só isso que você diz?

Ouvimos um barulho de porta batendo. Um som distante, mas violento. Joguei o foco de luz da lanterna para todos os lados. Por um segundo, a luz refletiu no espelho e eu pensei ter visto algo, uma pessoa, mas isso não se repetiu embora eu tentasse ver de novo. 

– Tem mais alguém aqui...

Eu falei e não obtive resposta. Procurei por Paco no quarto e ele não estava mais comigo. O frio veio da janela e eu me senti congelada, por não saber o que fazer. Eu só poderia me esconder, ou sair e enfrentar. Passei pela porta do quarto e não sei dizer o que é mais assustador, não ver nada ou ter uma visão incompleta, distorcida. 

Avancei pelo corredor com cuidado e tinha a sensação estranha que mais alguém estava comigo mas não era Paco. Paco é destrambelhado, com certeza já teria feito mais barulho com os pés, mesmo descalço. Desci a escada e vi minha casa escura, assim ela fica tenebrosa. Ainda mais com os sons estranhos que vinham da cozinha. Pequenos batuques, como se uma bengala estivesse batendo no chão incansávelmente. Cheguei lá e vi que não era uma bengala e sim os pés de uma cadeira. Paco estava sobre ela. 

Uma corda pendurada no lustre estava amarrada ao pescoço dele e seus lábios tampados.

– Como veio parar aqui? Quem fez isso?

Tirei a fita da boca dele.

– Falei que não adiantava fugir de mim.

Virei para trás e havia um homem armado. O que me perseguiu na estação de trem.

– Vocês me deixaram sem nada, como pôde me enganar assim Mag?

– Deixa ela, Margaret não lembra de nada!

– Prêmio de desculpa mais imbecil do ano vai para...

– Não sei quem você é, mas se quer dinheiro pra parar de nos perseguir, só diga seu preço e pronto, sem drama.

– Diga seu preço e pronto? Eu sou o Zach, Mag! Meu preço é você.

– Se você já teve um caso comigo e eu não lembro de você... Devia saber que acabou.

Zach prendeu os lábios numa expressão de raiva e apontou a arma pra mim mas uma coisa nos distraiu antes que ele atirasse, a televisão ligou sozinha. Estava no canal que deixei da última vez e depois foi mudando de canal muito rapidamente como se alguém com sete dedos em cada mão estivesse mexendo no controle. Parou na imagem de uma praia. A nossa casa que pegou fogo apareceu mais ao fundo, ainda estava intacta. 

– Toma um desses, vai te deixar mais esperto.

No vídeo Zach entregava alguns comprimidos. Não vi quem recebia mas imaginei que seria meu irmão.

Zach tinha uma expressão confusa e abismada. Ele checou se as luzes acenderiam, mas ainda não tinha energia.

O vídeo foi feito no dia do incêndio. Eu me vi na imagem, carregando a gasolina com Paco. Eduardo entrou na casa e me filmou sem eu saber. Eu dizia em voz baixa que depois de tudo deixaríamos Zach para trás, que ele era página virada. Quando Zach assistiu isso nos olhou com raiva. Foi até onde Paco estava amarrado e chutou a cadeira. Ele começou a se enforcar e eu corri pra ajudar. 

– Não vai conseguir enforcá-lo, só vai quebrar o lustre seu inútil.

Ele nem prestava mais atenção no que eu fazia. Peguei outra cadeira e Paco se apoiou de novo.       

O video mostrava o chão da casa, como se Eduardo não conseguisse andar direito, se apoiando nos móveis. Ele entrou num quarto e a câmera apontou para o teto, ele estava deitado.

– Zach me deu uma droga pesada ele queria que eu morresse aqui mesmo. Não consigo me mexer e minha voz não sai direito. Já começaram a tocar fogo, socorr... 

Quando Eduardo disse no vídeo já começaram a tocar fogo, a cortina da cozinha também pegou fogo. Eu estava chorando e Paco começou a gritar. Eu lembrei de tudo daquele dia, bati a cabeça quando quis ir aos quartos por causa de uma intuição louca. O degrau da escada de madeira se partiu sob meus pés e eu caí.

– Mag precisamos sair, me ajuda!

Aquele fogo se alastrou mais rápido que o normal, a casa toda já estava em chamas. Peguei uma faca e cortei as cordas de Paco. Zach estava parado do mesmo jeito. 

– Ah, me ajude, não consigo sair daqui.

Quando passei por ele, segurei seu braço. Foi como se seus pés estivessem pregados no chão. O fogo aumentou significativamente quando tentei ajudar Zach e por isso o larguei. A casa estava praticamente se desfazendo, desmoronando. Saí com Paco e nós estávamos sem fôlego. Assistimos mais uma casa sendo incêndiada. O fogo consumindo o escuro da noite como um vingador que vem para buscar almas.

 

 

Ficou grande demais de novo! Mas eu prometi que agora seria o final então não dividi outra vez!

Códigos de confirmação esquisitos, sai pra lá!

 



Por Kelly s 02h59



18/03/2012 - Amigo virtual


 

 

Vejo as ruínas da casa de praia, alguns meses após o incêndio. Tudo sobre aquela noite sumiu da minha cabeça como se eu estivesse tentando me proteger das lembranças ruins. 

– Você não devia ficar aqui, Margaret. 

Paco me trouxe um cobertor e nós entramos no carro. Desde que voltei do hospital ele tem me tratado como se minhas estruturas fossem feitas de algodão e eu pudesse ser desmanchada por qualquer coisa. No fundo, eu me sentia assim. Tenho muitos problemas quando tento lembrar como foram os últimos instantes do meu irmão, se eu o ajudei, se Paco nos carregou para fora, a única certeza absoluta é que sinto falta do Edu.

Os meus dias ficaram vazios desde então. Eu fico na internet procurando distrações. Paco deixou o emprego e passa o tempo todo comigo. Está mais difícil do que quando meu pai morreu e isso não faz muito tempo. Mesmo com tantas perdas, não é fácil engolir mais uma. A minha família inteira já se desfez, só resta eu e meu marido. A internet virou minha amiga, minha família, mas nem lá eu tive a completa paz que desejava. A primeira vez que aconteceu algo estranho era madrugada e eu estava sozinha. Paco estava num sono seguro, ele sempre foi assim... Eu ia fazer um download e precisava digitar um código de confirmação, exibido na tela "p4c0 lectures" estava escrito de um jeito esquisito, letras distorcidas, formas quase assombrosas, esfumaçadas, borradas, umas grandes outras pequenas. Fiquei arrepiada sem nem saber do que se tratava. Olhei para os lados, depois da porta do meu quarto não se podia ver nada, tudo escuro no corredor. Levantei da cama e acendi a luz, mas eu sei que precisava de uma luz mais intensa, uma que iluminasse meus pensamentos também.  

Toda vez que eu precisava digitar um código daqueles eu tinha exatamente a mesma sensação e as palavras mexiam comigo, mesmo sem fazer sentido algum. Passei a prestar mais atenção nelas. Isso parecia muita bobagem, mas eu não exercia outras funções agora a não ser me apegar a bobagens. "help deicrisp", "bromago praia", "ushlay chamas", "210 ajuda" e até que as últimas começaram a fazer algum sentido "ecalia pq23", "eduardo 19942012". Foi o ano de nascimento em seguida o ano da morte e mais o nome dele. Não pude ignorar, não é um simples código! Tirei prints de todas as telas. Pensei ser alguma brincadeira cruel de um conhecido, fiz downloads de arquivos em vários sites diferentes mas sempre o código de confirmação trazia uma palavra estranha e outra estranhamente próxima a mim.

Dispensei o motorista aquele dia. Fui de trem ao parque onde levei meu irmão quando ele fez onze anos. Nada havia mudado ali. Ecália parque, dia 23, hoje. De alguma forma eu entendi que essas mensagens queriam que eu viesse aqui. Nós tínhamos um armário lá e eu peguei o skate dele, que ficou guardado desde que tinha 15 anos. Consegui convercer Paco de que eu poderia vir sozinha sem cair ou bater a cabeça em algum lugar. Eu precisava vir só e pensar em tudo. No dia do incêndio eu discuti com meu irmão por um motivo que não lembro e depois eu falei que precisávamos conversar com mais tranquilidade, na casa de praia que ficasse mais próxima. Meu pai tinha muitas casas como aquela, sempre nas praias mais desertas. Lembro de receber um torpedo dele avisando que estava vindo. 

Eu dormi na grama por cerca de meia hora e acordei com folhas da árvore no meu rosto quando o vento a sacudiu forte demais, como se quisesse derrubá-la sobre mim. Na volta pra casa vi uma pessoa na estação de trem. Um homem alto, de calça jeans, camisa branca. O rosto dele me despertou lembranças do sonho que acabei de ter, com alguém até então desconhecido. Ele começou a se aproximar e eu a me afastar. De repente eu estava fugindo, descendo as escadas da estação com uma agilidade que havia esquecido que tinha. Entrei em locais que passageiros certamente não entram. Tranquei portas, me escondi. O meu coração disparou de uma forma que eu achei que fosse morrer. Nesses momentos eu posso constatar que ainda não morri e esse não é o inferno. Pude me recuperar por alguns segundos mas logo o barulho de uma porta sendo arrombada me deixou nervosa de novo. Mais uma porta e ele me acharia.  

– Se escondendo de mim? Escute, eu não tenho tempo pra isso, você me deve muito dinheiro e uma explicação Margaret!

– Ei!

Outra pessoa entrou na sala, era uma voz feminina.

– O que faz aqui? Você arrombou a porta? Vou chamar a.. Ah! 

Eu não sei o que houve com ela e não fiquei pra saber. Pulei a janela e estava num corredor. Imagino que muitos andares abaixo do térreo, pelo tanto de escadas que desci. Aquele homem me conhece, por que não lembro dele? Se eu aceitasse falar com ele, não seria eu a dar explicações.  

O corredor estava escuro numa ponta e claro na outra. Caminhei para o lado claro, por razões óbvias. Nos muros daquele corredor eu encontrei umas palavras, e tive um forte impulso que me levaria ao choro mas me controlei. As mesmas palavras dos malditos códigos de confirmação. Não parecia que eu li aquilo com a voz do meu pensamento e sim que algo sussurrou pra mim. Ali estavam só as palavras que não faziam sentido, uma embaixo da outra como numa lista. Um dos códigos de confirmação que já recebi foi 210 ajuda e isso estava no fim da lista. Percebi que pulando duas letras e juntando a terceira letra de cada palavra formava a palavra de dez letras homicidium. E daí? O que eu faço com isso? Tirei uma foto da parede e consegui chegar em casa sem ser perseguida de novo.  

Paco não gostou quando contei o que aconteceu, foi estranho, como se eu tivesse culpa de ser caçada por um maluco. Ignorei aquilo e peguei meu notebook. Quando entrei na internet, alguém estava me adicionando no messenger. Homicidium. Aceitei e na mesma hora Homicidium falou comigo.

 

Ui, Homicidium, que medo. Tinha que ser em latim, né! Vocês sabem que de vez em quando eu gosto de viajar assim, viajadão... e acontece que esse "de vez em quando" foi hoje. O que achou? Coloquei o nome dela Margaret porque.. sei lá, lembra margarina hahahah 

Uma parte desse devaneio todo foi um sonho que tive (a parte da perseguição na estação de trem) montei as outras coisas em cima disso. Esses códigos "captcha" bem esquisitos já apareceram pra eu digitar kkkk tem uns que são difíceis! Esse post ficou grande demais, pois é, por isso dividi! A segunda parte na semana que vem é o final :)

Foto do site Laizek.com

 



Por Kelly s 23h29



11/03/2012 - Posso andar nua?!


 

Um dia com homenagens, rosas, presentes, dados estatísticos favoráveis... devia ser feriado também! Sei não, eu acho (só uma possibilidade) que a verdade cruel é que temos um dia internacional justamente porque todos os outros trezentos e cassetada é dos homens. Qual é o dia que não mimamos nossos namorados, maridos, PRINCIPALMENTE FILHOS?? 

No dia dos namorados, ele dá uma caixa de bombom e a garota: "deixo você pegar um" 

No aniversário de casamento ele dá uma caixa de bombom de novo e ela: "vem, divido com você!"

No dia das mães o menininho dá a caixa de bombom mas faz o favor de comer o conteúdo dela. A mãe: "Pode ficar com todos, não se preocupe! Eu amei o cartão!!"

Seus mimados! Que mundo injusto! 

 

 

A vida da mulher é sempre mais complicada, as tirinhas de memes são toscas mas não mentem. 

Há um dia internacional dos homens também (15/07), só que ninguém liga yyyyyyyyy desculpe, vou parar de ser infantil ç.ç é que se fosse isso uma competição, os homens só levariam vantagens em tudo. 

Um homem que pega todas as mulheres = pegador, lógico! 

Uma mulher que sai com todos = VACA. 

Se um homem de 35 anos namora uma menina de 16, acham normal. Agora deixa uma mulher dessa idade sair com um garoto de 17 que os vizinhos, os parentes, todo mundo vai rir pelas costas, vai cair matando.   

Se um rapaz age como tímido, a menina se derrete e acha fofo. Se a mulher for tímida o cara ri dela e ainda fala que ela faz "cu doce" e vai partir pra outra. A mulher tímida fica assim com toda essa alonidade forevermente.

 

 

A minha expêriencia (não seria a falta dela gente?) diz que iniciativa é tão fundamental quanto uma lanterna quando falta luz. Uma pessoa sem iniciativa é invisível, pode andar nu por aí que ninguém vai ver. Post passado eu falei sobre auto-estima e beleza, iniciativa tem tudo a ver com isso. Já vi garotinhas que não eram nenhum poço de beleza mas nunca estavam sozinhas. Elas sabem se aproximar dos caras. O Adriel, do Não me venha com desculpas comentou que os meninos também são cantados e me lembrei que eu injustamente deixei de levantar esse ponto sobre o lado deles. Sim, os rapazes se queixam das nossas atitudes... mas o comportamento deles também já mudou bastante. Segundo relatos de alguém com conhecimento de causa (minha mãe rssr) os carinhas dos anos 80, a maioria deles era do tipo insistente. Gostavam das mulheres difíceis de conquistar. Uma mínima parcela era tímido e pouquíssimos caíam nas garras das mais soltinhas que ficavam se atirando, pelo menos não se fosse pra levá-la a sério. Eu queria que agora fosse anos 80, posso? Não, não, já mudei de ideia, eu não teria blog. Mas a questão do comportamento favorecia alguém como eu, isso não posso negar! É claro que eu quero conhecer aquele cara (que cara? AQUELE CARA, o homem da minha vida) eu já posso tê-lo conhecido e certamente o deixei ir embora sem nem falar com ele. Os filmes te fazem acreditar que podes conhecer essa pessoa em qualquer lugar, será mesmo??

 

No mercado, eu estava procurando meu cereal favorito (Nescau Cereal ou Estrelitas). Só tinha um Estrelitas, milhares de Snow Flakes (eca) e o garoto mais lindo e educado e simpático, honesto, inteligente, esperto, confiante, decidido, forte, bondoso e misterioso que eu já vi também queria o Estrelitas. Certo, não sei se ele era tudo isso, mas se você não sabe, o segredo do universo é que quando gostamos de alguém enxergamos qualidades demais. Exemplo, ele espirra, ao mesmo tempo solta um pum e tosse e depois dá uma cambalhota e ri. Garota apaixonada: aplaude. Mas voltando ao garoto das Estrelitas, ele notou qual cereal eu queria e perguntou "será que só tem uma caixa?" eu olhei pra ele e não fui capaz de falar nada! Só fiz um gesto de "não sei". Eu podia ter dito qualquer coisa, podia ter feito um acordo de guarda compartilhada com ele tipo "eu levo o Estrelitas e você vai comer lá em casa" oooooo/// se ele não for burro aposto que viria! Eu sei, batam em mim nos comentários falou? Quem sabe assim eu aprendo... Ele foi embora sem o Estrelitas (pegou a caixa e descobriu que estava rasgada) e o que é pior, sem mim =/ 

 

Numa agência bancária eu estava esperando chamarem a minha senha e é aquela velha história, minha senha é nº 5000 e eles estão na 0010 ainda. Encostei na parede, fiz a minha melhor cara de Maria Do Bairro Sofredora Desolada Da Silva e não imaginei que isso atrairia alguém até mim. Um cara bem simpático veio e ficou puxando conversa. Eu não senti como se "puxa, eu podia casar com ele agora e fugir desse infander (inferno+Santander)" mas naquela hora pareceu uma ótima companhia, seria pelo menos um bom amigo, se eu não tivesse dado a entender que eu não queria falar. EU QUERIA FALAR! MAS QUE... MAS QUE... Ele saiu, foi fazer um lanche e depois voltou. Falamos mais um pouco, ele disse que gosta de sertanejo, disse que tinha viajado, contou da viagem. Eu me soltei mais um pouco, falei da minha vida também (a fila demorou mesmo) e chegou a minha vez. Pela primeira vez eu não queria que chegasse a minha vez. Eu fui ao balcão (fui não, corri! Porque se não correr eles chamam o próximo) e pensei, antes de sair eu passo perto dele de novo, me despeço, anoto celular... mas aí também chamaram a senha dele. Fiquei sem jeito de esperar que ele terminasse, tem pessoas que demoram muito lá, como se tivesse deixado acumular vinte anos de contas. Apenas olhei na direção dele, sorri brevemente, fui embora.

 

Na estação de trem, aquele ventinho bom circulando pela plataforma trouxe uma abelha junto com ele. Eu tive medo que ela se emaranhasse no meu cabelo e fiquei que nem uma louca. Por coincidência eu estava com meus fones de ouvido mas não ouvia nenhuma música no momento (sabe quando você esquece de ligar o modo repetição? Pois é). O cara sentou ao meu lado e disse "Eu também curto rock!" escutei aquilo e ri! Estava brincando, ele sabia que tinha uma abelha me enchendo o saco, até me ajudou a espantá-la. Conversamos, mas não muito porque não tive muito o que falar com ele, não sei explicar, tem pessoas que incentivam minha tagarelisse e outras não. Se estivéssemos numa balada, no momento em que ficássemos sem assunto eu poderia agarrá-lo de uma vez, mas não era balada e eu não ia me comportar como se estivesse bêbada. O que eu poderia fazer? Começar a cantar All Night Long? I like you put your number, put your number in my phone, phone, phone, phone, phone, phone, phone YEAH! NÃO. Resumindo:

O trem chegou + tumulto se formou = entramos em vagões diferentes.

 

Não tenho sorte! Sou tola!! Quero morrer!!!

Os relatos da garota sem iniciativa ainda são muitos, muitos, muitos, mas eu percebo que esse post ficou... assim... enorme. NÉ?!

Só queria ser mais poderosa :)

 

 

PS: atualizei a página dos links de vocês com símbolos fofinhos :~ quem não curtir a figurinha e quiser que eu troque, pode falar que eu... não troco ^^

 



Por Kelly s 01h05



04/03/2012 - No daria bola pra ele


 

Cantadas são como a base da piramide dos relacionamentos, é um assunto delicado. Enquanto uns se descabelam de raiva, outros ficam se achando. Claro que há vários tipos de cantadas, desde aquela coisa boba gatinha hein, passando pelas elaboradas/engraçadinhas você trabalha no Google? Porque tudo que procurava achei em você!, as fofas Queria te dar um poema, mas você é o verso mais lindo que a vida escreveu, as cantadas acéfalas gostoza posso t cmer dp da janta? e por último as cantadas mudas, sem necessidade de palavras passam a mão, roubam beijo... Esse tipo de aproximação é repugnante, mas algo me diz que durante o carnaval tem mulher não se incomoda, só nas outras festas é que ela fica ofendida. Ao meu ver, receber uma cantada do tipo boba não machuca ninguém, elas são até úteis. Não to apoiando o desrespeito e aquelas cantadas muito tolas, não é isso. Eu acho que no fundo, no fundo, depois de receber uma simples olhada cheia daquele brilho nos olhos, que se sustenta por um segundo mas parece uma década interira de frio na barriga, ou um assovio com muitas (segundas, terças, quartas, quintas pfff) intenções a mulher pode dizer para as amigas presentes "ah aquele cara é um idiota" mas uma partícula de uma pontinha da existência daquele ser ficou iluminado e liberou moléculas de seachei pra essa mulher ficar mais confiante. Ainda assim as chances de ela voltar lá e responder a cantada são muito baixas. Isso porque dos caras que costumam ter essa bravura toda uns 70% são feinhos. E com feinhos quero dizer categoria não daria bola pra ele. Passou duas vezes na fila da coragem e nenhuma na da gostosura, fazer o que... Enquanto isso os bonitos são tímidos, mas quem disse que a vida é justa? E essa parte de bonitos e feios também é muito relativa. Há pessoas que de tanto fazer, uma hora conseguem mudar uma coisinha aqui e outra ali e sair do que era considerado feio e ter um visual no mínimo aceitável. Ficamos tão exigentes com a própria aparência que desconhecemos limites. Sempre há o que aperfeiçoar, cabelo, olhos, nariz, boca e depois vai ao resto do corpo; lipo, silicone, tratamentos intermináveis na pele... Não duvido que alguém tente engolir detergente pra ver se destrói umas gordurinhas na barriga. Eu fico pensando na dor que sentem as mulheres que dizem depilar APerseguida e a entrada-de-serviço com cera quente. PQP elas fazem mesmo isso? Doi demais vei, logico que não dá pra ficar sem fazer mas tem métodos indolores cara. Eu não posso negar, nós mulheres cismamos com uma par de coisas que muitos homens não dão a mínima. Tipo, "ai tenho uma marquinha nas costas de quando tive catapora há dez anos, será que ele vai reparar?" não colega, ele nem vai ver a marquinha do diacho da catapora ok? Ou então "A minha axila é um tom diferente da cor do braço e agooraa??" meu, ninguém liga pra sua axila e aposto que você tem problemas mais sérios pra se preocupar. 

Nós queremos ser eternamente perfeitos, esquecendo de um detalhe: NAODÁ! Ninguém vai conseguir ser a pessoa mais linda do universo eleita pelos votos unânimes de toda a humanidade e seus animais de estimação. Vai ter sempre um piá que mora isolado numa comunidade nas fronteiras da China com o fim do mundo que vai olhar e dizer "minha sobrinha Gessiclaine é muito mais bonita que você, e aí?". Nem mesmo as bonecas são perfeitas, chamam a Susi de gorda, a Barbie de velha e cada pessoa guarda um baú de críticas prontas pra servir, não importa o quanto sejam lindos os alvos que vão recebê-las. A realidade é uma só e ela não é toda perfeita. Se receber uma cantada, desde que seja aceitável, tudo bem, legal. Se receber uma crítica ou um "Delcitrano é mais bonito que você", pode se sentir satisfeito porque afinal está na categoria dos bonitos junto com o tal Delcitrano. Acredite, não estou sendo pessimista quando digo que é melhor buscar uma bela aparência sem se desligar da saúde e deixar a perfeição absoluta para os que tiverem a mente fraca. Eu seria cruel se dissesse o contrário, porque é nessa busca pelo inexistente que muitos se ferram.

 

 



Por Kelly s 00h04



 



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