24/06/2012 - Moça de salto


 

 

Duas da madrugada. É mais ou menos o horário que Michele desliga o computador todos os dias. Ela fica na internet e só vai dormir quando o marido chega. Vitor trabalha no período noturno. Toda noite quando ele chega, Michele já está morta de sono mas faz questão de esperá-lo, senão eles vão passar a semana sem se ver. 

Michele gosta de pegar uma caneca grande que ganhou da cunhada, encher de chocolate quente e ficar atualizando suas redes sociais. Ela admite que o silêncio da madrugada é confortável, mas se não fosse por Vitor ela gostaria muito mais de estar dormindo, pois acorda cedo. Às vezes ela fica na sala, e dali pode ouvir qualquer som na rua. Os ônibus passam e cada vez desce menos gente. Quando se aproxima o horário de Vitor chegar, ela sempre escuta o barulho de sapatos de salto. Fica imaginando que aquela deve ser uma mulher corajosa, pra andar por aí de madrugada e ainda de salto. Se precisar correr... Todo dia essa mulher desce do ônibus no mesmo horário e uma vez Michele teve curiosidade de ver como ela é. Apagou a luz da sala para não fazer clarão na rua e abriu a cortina. Como a iluminação da rua não era a Senhora Iluminação, ela não pôde ver em detalhes, apenas um cabelo comprido e ondulado que pareceu de um castanho perfeito, com cachos fofos que subiam e desciam no ritmo jeitoso do caminhar da moça. Ela entrou numa casa na esquina e aquela foi a única vez que Michele a viu. Um dia a mulher de salto não passou e quando Vitor chegou ela quase perguntou pela moça, como se fossem todos amigos. Nos dias que não está com sono demais pra isso, Michele imagina mil coisas e se pergunta se Vitor poderia conhecer a moça de salto. Não chegou a comentar com ele.

Michele ainda não sabe, mas dentro de poucos dias ela fará de tudo para conhecer a moça de salto. 

Na madrugada fria dos primeiros dias de inverno, Michele deitou no sofá como de costume, com mantas, o notebook no colo, a caneca de chocolate e pantufas nos pés. Ligou a televisão para não ficar em silêncio. Estavam passando clipes e ela parou de prestar atenção ao que fazia na internet. As almofadas estavam confortáveis demais e aquecidas demais. Quando Michele piscou era o dia seguinte. Dormiu na tranquilidade ouvindo Oasis e acordou com Mindless Self Indulgence tocando em conjunto com o telefone fixo, o celular, o despertador, a campainha e os cães de todos os vizinhos latindo. 

Ela caiu do sofá com notebook e tudo. Abriu uma pequena brecha na cortina e viu o carro da polícia na frente da casa. Pensou que todo aquele barulho iria acordar Vitor, então decidiu atender primeiro a porta, desligando antes os telefones, o despertador e a tv. Esfregou o rosto, arrumou o cabelo e foi ao portão falar com a polícia. Ela já estava caminhando assustada e ao chegar lá seus pés e o chão se desencontraram por uma fração de segundo. Havia um daqueles sacos pretos de cobrir defunto bem na calçada dela. Michele nunca vira tal coisa. O policial foi seco na abordagem. Perguntou o nome dela e pediu que ela saísse para ver se conhecia a pessoa que havia morrido ali. Descobriram o rosto e Michele pensou que iria desmaiar, embora nunca tivesse desmaiado antes, ela sentiu algo pior que isso, como se fosse morrer naquele minuto. Era Vitor, sem dúvidas, era o seu Vitor. Um tiro no lado da testa formou um único ponto de cor no rosto dele, tomado por uma palidez congelante. Ainda sem conseguir acreditar, Michele entrou em casa e foi ao quarto dele repetindo mentalmente que ela deve ter visto errado. Era uma esperança torturante de encontrá-lo lá dormindo em sua cama. Os poucos passos até o quarto pareceram uma jornada e ao final Michele concluiu que aquilo era realmente aquilo.

Os próximos dias foram frios e Michele não tinha mais motivo para gostar do inverno, muito menos do verão. Como se Michele estivesse pendurada a uma distância não muito saudável do chão, a vontade de encontrar e prender quem atirou em Vitor era como um cabo que a estava segurando. A investigação da polícia não avançava porque eles diziam que não tinham testemunhas e naquele horário a rua fica vazia. Ela automaticamente lembrou da moça de salto. Ela sabe onde a moça mora e é a única que passa por ali naquele horário. A moça de salto pode ter visto, Michele pensava. 

Por dois dias Michele esperou a hora em que a moça costuma passar, mas acabou percebendo que já havia algum tempo que ela não passava mais na rua. Michele também nunca a viu durante o dia. Decidiu tentar encontrá-la em casa. Ela não dormia mais e não fazia mais nada. Precisou se conter para esperar um horário decente de aparecer na casa dos outros. Não era uma casa muito bonita. Muros brancos tomados por musgo e umidade. Uma senhora a atendeu após cinco minutos de pura insistência. A senhora de cara amarrada não queria falar nada, dizia que aquilo não era assunto dela. Michele descreveu a moça e contou porque era tão importante saber onde ela está. Não se conteve e chegou a chorar na frente da velha. Por incrível que pareça, ela se sensibilizou vendo que as profundas olheiras de Michele eram apenas a ponta do ice-berg, por dentro ela estava devastada.  

Michele foi convidada a entrar e sentar-se para escutar. A velha lhe disse que não tinha como chamar a tal moça de salto, mas tem provas de quem a matou. Ouvindo isso, Michele ficou sem entender. Ela também foi morta? A senhora teve paciência. Começou explicando sua conturbada relação com a moça. Ela trabalhava agenciando a moça no serviço de acompanhante. Essa parte Michele entendeu, mas continuou a perguntar se ela também havia sido assassinada. A senhora mais velha confirmou e ainda deu nome, localização e provas. Ela sabe quem matou a moça, um de seus clientes que virou amante e queria virar namorado. Como era um desejo impossível, pois havia um casamento na jogada, o tal cliente matou a moça logo depois que ela passou pela casa de sua senhora cafetina, pagou o que devia, trocou de roupa e se dirigia para casa, onde tinha uma esposa e uma outra vida.

Michele riu na cara da velha, quase soltando saliva nela. Seu riso só foi contido quando ela teve de passar por um novo reconhecimento. Ao invés do plástico preto de saco de lixo tamanho gigante, era só uma foto sem nenhum defunto. Apenas o Vitor, seu Vitor novamente com a pele mais clara pela maquiagem e os lábios vermelhos como o sangue que escorria em sua testa. O cabelo que ela reconheceu e os sapatos de salto também. Ao lado dele estava o namorado que o matou. Michele foi do riso ao descontrole. Ela só queria acordar de novo na sala e ver que ainda estavam passando o clipe do Oasis. 

 

^~^ finalmente eu consegui escrever um conto que não precisa ser dividido \o/

O que acharam do Vitor? Essa coca é muito fanta ;p

Boa semana :) 

 



Por Kelly às 10h41



17/06/2012 - Seja Macha


 

Tem um cara... iih quando começa assim você já sabe que tem que preparar um saco de paciência, minutos de bateria e um coração muito solidário. Estava eu conversando com uma amiga e disse que tenho muito azar nessas coisas. Só nessa primeira metade do ano eu já fiz muitas barbeiragens e posso dizer que nenhuma delas me conduziu a um feliz dia dos namorados, como relatado no post anterior. Por falar em barbeiragem, lá vai o meu pensamento iluminado do dia: Se amor fosse uma auto-estrada, o meu veículo seria um jegue. E eu e meu jegue seríamos ultrapassados e atropelados de todas as formas possíveis. A minha última barbeiragem foi uma merda total mas como o trânsito não pode ficar parado, voltemos ao começo do post. Tem um cara. Ele tem olhos claros e configurações faciais cativantes. Falando claramente, um gostoso. Sabe aquele maluco de Once Upon A Time (justamente, o chapeleiro maluco [1] [2] [3]) tem os traços dele. CALMA MENINAS! Eu disse que tem os traços só para usar como referência, não que ele seja exatamente assim. Não precisam vir correndo para Mauá. Até porque, o real cara de quem estou falando é muito mais sorridente do que o melancólico personagem do Senhor Sexy Sebastian Stan.

Vou confessar que não sei o nome do cara. Por isso o chamo de Cara. Quem precisa de um nome mais carismático do que Cara? Enfim, o Cara trabalha num banco. É o mais bonito dos atendentes *-* é que nos outros caixas são mulheres ahahah brincadeira, eles trocam sempre. Na última vez que fui lá, eu vi que a fila ia demorar um pouco e comecei a ler um livro no celular. Um daqueles livros que não cativam uma certa pessoa muito chata (eu) desde o começo porque não têm nenhum mistério impossível e total ausência de rastro de resto de começo de romance. Então eu fiz uma careta pensando 'que livro chato'. Tudo bem, não foi assim uma super careta, pois minha cara já é feia, se fizer uma careta muito criativa se torna uma encarnação do mal. Eu fiz a minha careta suave torcendo os lábios para o canto e quando olhei pra frente, o Cara estava olhando na minha direção, olhando pra mim. Eu desfiz a careta e olhei para o lado (ou será que foi para baixo? Não lembro). Por que eu fiz isso? Eu podia ter simplesmente desfeito aquela curva torta nos lábios e feito outra curva, aquela chamada sorriso. Pelo menos eu veria se ele ia sorrir de volta. E que sorriso interessante ele tem. Toda vez que eu levanto e vou na direção dele, ele me lança aqueles olhos azuis como se fossem lanternas. E quando eu chego lá, ele abre o sorriso de um canto ao outro. Já tem uns dois ou três meses que ele foi trabalhar lá e tornou aquela agência bancária muito mais sensacional. Eu vou lá uma vez por mês, feito ciclo menstrual, pra pagar a minha linda fatura do cartão de crédito. Cada vez que fui lá depois que o Cara foi contratado, eu só fui chamada no guichê dele. Exceto pela última vez. Uma songamóia tinha duas senhas e entregou uma pra mim, crente que estava fazendo a boa ação do dia. A senha que ela me entregou tinha uns quatro números de diferença pra minha senha, nem era tanta vantagem. Mas lógico que foi chamada primeiro. A songamóia olhou como se dissesse 'vai lesada é a senha que eu te dei!'. Mas quem se importa com isso de ser chamado primeiro?? Eu fui chamada no guichê 1 e o que eu queria era o 2. Merda. Alguns minutos depois o Cara chamou a que era a minha senha. Eu ainda o ouvi falar consigo mesmo no tom mais dramático e solitário 'Ninguém?' e chamou a próxima. Mesmo assim eu ainda fiquei perto dele, no guichê ao lado e pude perceber que enquanto olhava para baixo fingindo que procurava alguma coisa desesperadamente dentro da bolsa, ele olhava pra mim. Eu percebia isso como se os olhos dele estivessem queimando meu rosto com raios ultraviolentos. E fiz o mesmo. Quando ele fez o favor de parar de olhar, eu me pus a observá-lo enquanto ele olhava para baixo. E esse, meus senhores, é o máximo de atitude que eu consigo ter com os homens. Olhá-lo especificamente enquanto ele não está vendo. Agora vocês deixam comentários dizendo 'Parabéns Kelly, mulheres dos anos vinte eram mais machas que você.' Não sei como fazer para ter mais macheza, mais ousadia, auto-estima, força, coragem!! Comentários com dicas são bem vindos. Eu sempre vou lá bem arrumada, desde antes dele. "Estilo nasci pra causar". Pena que a timidez estraga. Fico só olhando pra ele, e já vi que ele olha pra mim mas também para outras garotas que vão lá. Bom, tudo bem, pelo menos eu também faço parte do grupo das olháveis. De fato, já alegra meu dia. Agora só porque tive uma ideia genial que não me mataria de vergonha (como dizer 'oi, quer ir pra minha casa servir sobreamesa?') estou pressentindo que nunca mais serei chamada no guichê 2. E uma chance por mês é muito pouco! Eu toparia receber novas contas toda semana, todo dia, só pra ter de ir ao banco. Essas coisas não prestam. Por que temos a necessidade de ver repetidamente a pessoa que gostamos? Eu e a carroça não conseguimos correr atrás dos Porsches.

 



Por Kelly às 11h17



10/06/2012 - Chicabom da solidão


 

Cara, eu já tinha um post bonitinho, prontinho, magnífico... tudo bem, talvez menos, bem menos mesmo. Mas o que eu ia dizer é que ele não tinha absolutamente nada a ver com as datas atuais, ou seja, essa é a semana que vocês bem sabem. Quem gosta vai gostar, quem odeia vai odiar ainda mais. Agora eu fui profundo hein, profundo na idiotice. Whatever. Entrei na página do UOL Blog pra fazer o meu login e vi isso "Massacre humilhante do Dia dos Namorados - Blog Xico Sá" o cursor do meu mouse nem titubeou, foi direto lá e eu encontrei frases rachantes do tipo 

Começou o massacre, a humilhação, a ditadura do casalzinho.

Ê maldito dia dos Namorados.

Essas frases foram ditas por duas amigas que ele considerou bonitas demais para estarem sozinhas.

Querem humilhar aqueles que atualmente chupam o frio chicabom da solidão. Querem desafiar também aqueles que preferem, lindamente, estar sozinhos.

Eu chuto pombinhos nessa data fofinha e querida!

 

Gostei do post e ele diz umas belas verdades. Tem muita gente só (coloco-me nesse grupo aí) talvez até mais do que comprometidos, mas os sozinhos não vendem produtos. Exceto quem compra presente para si mesmo. Nada contra viu, só acho que isso aí é desculpa pra gastar. Ou uma síndrome do alonismo galopante crônica aguda master top etc. [em off]: sei que seria meio difícil uma doença ser crônica e aguda ao mesmo tempo mas se o assunto é amor e almas gêmeas eu acho digno que as controvérsias se desafiem [/off].

Eu não tenho raiva da data, ainda que o meu diagnóstico seja de solidão crônica. Incurável mesmo. Tem gente que se desespera e quer procurar alguém na última hora, como se estivesse procurando um absorvente que vai conter sangramentos e desastres. Desnecessário, porque essas duas pessoas que se encontraram na liquidação de casais podem nem se ver mais depois do dia em que tudo o que importava era não-estar-sozinho. E o sentido da data é celebrar uma união que vem dando certo. Eu até acredito nessa parada de alma gêmea e tal. Tem umas raras pessoas que vivem amores de novela. Mas isso não é pra todo mundo não. Eu não sei porque, mas não tem ninguém com mais azar nessa área do que eu. Vamos aos fatos. Não tenho raiva do dia dos namorados, ninguém tem raiva do dia, tem raiva de si mesmo por ser incompetente. Tudo bem, tem aquele já mencionado grupo dos que querem estar sozinhos, mas pra mim eles são mais raros do que marcianos em Júpiter, ou americanos aqui em Mauá city.

 

A imaginação de quem está sozinho é fértil:

Se você não tem ninguém, você é a escória do universo.

Os parentes vão encher o saco.

Uma simples caminhada no shopping vai ser que nem o clipe The Game Of Love. Todo mundo se pegando e tu lá tomando café o0

Até os amigos vão abandonar.

A pessoa se sente pior do que quem recebe diagnóstico de câncer.

A taxa de suicídios aumenta nesse mês. É preocupante.

 

Mas quem não está só também se pega em preocupações muito bobas:

Ele/ela vai me abandonar na véspera.

Eu não tenho grana pra comprar uma coisa legal e ele/ela nunca mais vai querer olhar na minha cara.

Posso ser legal hoje se a gente brigou ontem??  

Eu não sei como dizer que quero terminar, vai ser muito sofrimento!

No dia dos namorados eu vou descobrir que meu namorado é meu meio-irmão e por isso a gente se parece tanto.

E o medo de descobrir que carrega chifres? E o medo de saber que foi a segunda opção? E o medo de seu par trocar de sexo?

 

É muito drama.

No dia das mães, quem não tem filhos ou quem é órfão não se mata. E olha que amor de mãe é sem igual. Por que no dia dos namorados ficam nesse estado de nervos? Abaixem esse fogo na rabiola porque como diz um amigo meu, (Grande Tasso), é só uma data comercial, um dia normal. Aqueles comerciais com tantos beijos e amassos no intervalo da novela logo serão trocados pelo tema Férias ou Dia dos Pais. 

Para quem veio acompanhado, um feliz dia dos pombinhos, é claro! Pra quem está só, é uma terça-feira como outra qualquer. Vai curtir seus video-games e comenta aí sobre as suas conspirações para acabar com o dia dos namorados e dominar o mundo.

 

 



Por Kelly às 12h17



03/06/2012 - Funerais múltiplos consecutivos


 

Aquele momento que você pensa 'agora ferrou'. Aquela sensação de pânico, o desespero, o sofrimento antecipado porque você sabe que lá pra frente isso vai fazer diferença. Todas as questões mais importantes continuam rolando na cabeça, atrapalhando os pensamentos, deixando tudo confuso e nada disso nunca mais será resolvido... Não galere, ninguém morreu. Estou falando de quando cancelam nossas séries favoritas. Podem rir, pra mim isso aí é uma sacanagem televisiva da pior espécie.  

Geralmente as séries são canceladas por um motivo: parou de dar audiência, ou nunca deu na verdade. Uma minoria insignificativa assiste aquilo lá e eles mandam parar de produzir a porcaria. E como todas as outras coisas, a regra fundamental é que o grupo da minoria não tem valor pra nada e quem gosta de assistir fica de mãos abanando. Eu sei que todo mundo tem problemas mais sérios, até eu tenho coisas mais importantes para me preocupar e justamente por isso é que acho justo ter umas horas de distração, vendo personagens saindo de situações extremamente complicadas, salvando o mundo ou simplesmente pagando inúmeros micos.

O que vou falar aqui agora são séries que ninguém deve ter assistido, já que foram decaptadas. E é bom também que ninguém assista, vocês já sabem que elas não têm final e isso é incrivelmente decepcionante.

 

Tower prep. Acho que já falei desse seriado no meu blog, exatamente na época em que comecei a assistir. É uma série família. Praticamente coisa de criança, já que é da Cartoon. Mas mesmo assim consegue ter mistérios interessantes. EEEE um cara muito gato como protagonista. Ele atualmente está em Pretty Little Liars.

Sinopse: Filmada em Vancouver, a série foi criada por Paul Dini. Na história, Ian Archer (Drew Van Acker) é um adolescente que foi expulso da escola por se envolver em uma briga, na qual defendia um outro estudante. Em casa, jogando vídeo game, Archer escuta uma misteriosa voz e uma espécie de apito, que o deixa inconsciente. Ao acordar, ele se vê em um estranho ambiente escolar. Sem ter a menor ideia de como chegou ao local, Archer tenta encontrar uma forma de sair de lá.

Como se desenrola: aquela escola é um colégio interno de regras severas e cada estudante tem um tipo de habilidade diferente. Ian faz três amigos. Uma garota que consegue imitar vozes perfeitamente e não só vozes humanas. A outra garota é a que ele tem uma queda logo que a vê. Também se torna amiga dele e a habilidade dela eu sinceramente já esqueci ahahah. O outro BFF é um menino de óculos e super engraçadinho. Se não me engano, ele tem o poder de convencer as pessoas a fazer as coisas que ele quer. Habilidade muito interessante, se eu tivesse um lance desses ia mudar minha vida *O*

Ian e os amigos dele ficam bolando planos pra sair dali e ao mesmo tempo descobrir mais sobre o lugar. A escola é rodeada por uma floresta e naquele mato à noite umas coisas estranhas ficam ali para pegar os estudantes que tentam fugir. Tem também uma parede invisível que eles não conseguem passar e muitas esquisitices, passagens, túneis, criaturas, bla bla bla. No final da primeira temporada eles conseguem sair e acabam sendo desafiados a voltar para que possam resolver outros mistérios lá dentro. Ah, a habilidade do Ian é com luta, rapidez, reflexo, essas paradas. 

Situação: a Cartoon Network ainda está em negociações para fazer uma segunda temporada acontecer. (isso era em agosto do ano passado, agora essas negociações já devem ter ido pra casa do caramujo)

 

Persons Unknown. Eu também já devo ter falado dessa, mas como o blog tem leitores novos não custa mencionar outra vez. Esse seriado é o master do mistério! Parece com Tower Prep, só que ao invés de adolescentes, coloque adultos no lugar deles e ao invés de uma escola, a cidade deserta e adicione aí câmeras por todo lado. Um grupo de pessoas que nunca se conheceram, cada uma com sua vida e seus próprios dramas acorda num quarto de hotel. Cada pessoa está num quarto trancado e o primeiro obstáculo é encontrar a chave. Os que acordam primeiro vão escutando os barulhos dos outros que estão procurando em seus quartos, daí avisam onde ela está e passado o primeiro desafio eles ficam todos reunidos brigando e acusando um ao outro. Coisa linda. Por falar em lindo, esse não é um seriado que tem como foco um protagonista lindo. Nem tudo depende disso ok! A história toda é muito bem construída, cada episódio te prende na tela. Você não sabe quem é legal e quem é bandido, e tem um tal de "Programa" que não deixa as pessoas saírem da cidade fantasma. Quem passa pela cerca invisível é torrado sem a menor consideração. No final da primeira temporada, algumas pessoas daquele grupo conseguem sair, mas quando elas pensam que estão livres, despertam dentro de um navio. E o Programa diz que aquilo ali é apenas o simpático o nível 2!

Situação: A NBC realmente não parece estar mais interessada na série.

 

 

Eu nem vou falar nada de Kyle XY porque já falei muito desse seriado aqui e já faz muito tempo também, nem lembro mais da história kkkk

Vamos para uma coisa mais recente. RINGER! Siobhan e Bridget Kelly são irmãs gêmeas interpretadas pela Sarah Michelle Gellar. Bridget é a irmã problemática que se envolveu com drogas e prostituição. Siobhan tem uma questão não resolvida com a Bridget e por causa desse ódio ela arma a maior encrenca só para não matá-la de uma vez e sim aos poucos e depois de muito sofrimento. Bridget testemunha um assassinato e acreditando que sua irmã vai ajudá-la a fugir, ela procura a Siovaca. É uma piranha essa mulher, sério. Siobhan finge pra Bridget que se suicidou. A tonta da Bridget fica desolada e sem querer querendo assume a identidade dela. Siobhan é casada com Andrew Martin, que é o Ioan Gruffudd, o eterno borracha do Fantastic Four *-* ele tem uma filhinha que é um pé no saco total e uma ex-mulher pior ainda completamente pirada. Siobhan não tinha um relacionamento legal com a enteada, tinha um amante que era marido da melhor amiga dela e Bridget chega nessa bagunça de vida pra consertar tudo e ainda resolver os próprios problemas, já que ela foi testemunha de um crime e o assassino ta na cola dela. Como pode uma série dessas ser cancelada? Tudo bem, a Sarah está grávida mas e daí? Vai parar o mundo por causa disso? Nem que fosse estrear a próxima temporada quando o filho dela estivesse na faculdade, pra mim ainda tava valendo! 

 

 

 

 

Será que eu devo mesmo buscar mais exemplos de séries canceladas? Pq né... o post está um absurdo de grande e daqui a pouco vocês irão cancelar a leitura dele. 

Eu também assisto The Secret Circle e me parece que ainda não ta certo se vai ter segunda temporada ou não. Mas pra mim, eles conseguiram resolver muita coisa no final da primeira temporada, não vai deixar uma grande agonia se acabar. Até porque, algumas séries deveriam mesmo ser canceladas. O que é melhor? Ir embora deixando gostinho de quero mais ou ser finalizada com toda festa que tem direito mas sem nenhum glamour pois a conclusão da história é muito nada a ver, coisa que ninguém consegue engolir? A ilustração disso pra mim é LOST. Assisti aquela BOST inteirinha e o final brochante desvalorizou toda a produção, que vinha sendo excelente.

One Tree Hill também nem devia continuar depois que Lucas e Peyton saíram.

 

São poucas as séries que passam um exemplo digno. Pra mim, uma dessas é Chuck! Deixou saudades mas teve um final, e que final! Tudo por causa da batalha suada dos fãs, que conseguiram uma última temporada. A mesma coisa com Fringe <3, que corria um certo risco mas agora vai para a quinta e última.

Vocês também já tiveram alguma série favorita cancelada? Vai, pode desabafar que esse é o momento ;p

 



Por Kelly às 12h39



 



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