26/08/2012 - Dramaticando


 

Nunca tive a impressão de que os dias estivessem passando tão rápido quanto agora. Eu sei que essa conversa é coisa de quem não tem mais o que dizer, é como falar sobre as previsões meteorológicas ou sobre A Fazenda... mas se tem uma coisa que é verdade é que os dias estão correndo feito loucos. Eu conheci alguém que dizia que se os dias ficassem passando rápido demais seria porque o fim do mundo ia chegar logo. Disso eu não sei, só sei que ando sem tempo pra tudo. Eu precisava ir ao banco, e eu fui? Não porque não tive tempo. Ontem eu fiz escova? Não porque não tive tempo. Respondi meus recados nas redes sociais? Até parece que são muitos, mas não são e mesmo assim não tive tempo. Estudei pra prova? Não, sem tempo. Atualizei aqui semana passada? A resposta é não, não tive tempo. É meio sufocante a sensação de ter coisas a fazer e não ter tempo, mas é muito melhor do que sentir tédio, por exemplo. Então isso não é uma queixa, só uma constatação. Longe de mim reclamar. Consegui trabalho num lugar que eu to adorando de coração e os meus colegas são muito loucos rssr sabe quando uma coisa ta legal e você tem medo que acabe logo?? Eu peço todo dia que não seja esse o caso. Peço todo dia pra ter mais um dia \o/ -dramaticamente! 

Eu não sei como vai ficar meu blog, mas não quero fechá-lo por esse detalhe ínfimo. Já passamos por crises maiores. Por enquanto eu dou um descanso pro blog até eu encontrar um jeito de me organizar melhor. Pena que organização não é muito meu forte, senão eu já teria resolvido tudo .-. mas também não deve demorar, não consigo ficar longe daqui :) 



Por Kelly s 12h19



12/08/2012 - Eis a questo


 

A pessoa vai ao hospital, pega uma fila enorme onde todos os casos são incrivelmente urgentes, não aguenta a espera e morre antes que o médico veja sua cara. A pessoa fica indo de um hospital pro outro, não consegue vaga e morre no caminho para o 50º hospital do dia. Sempre sai no jornal que a pessoa precisava fazer cirurgia num braço e acaba tendo uma perna amputada. A pessoa que precisa de hospital aqui sofre. Se a pessoa pudesse, nunca ficaria doente. E claro que essa pessoa não é o prefeito. Se um prefeito recebesse o mesmo tratamento que todo mundo, já teria colocado ordem em tudo. Imagina os candidatos lá pegando ônibus... a coisa já começa de um jeito tenso desde o ponto de ônibus ou na estação, tanto faz. Algumas linhas demoram mais que o meu aniversário pra passar outro ônibus, e tem que ficar lá calado sem chiar, junto com um monte de gente em pé porque os lugares no banquinho gelado de concreto já acabaram. Quando as canelas já estão queimando (isso se chama varizes OMG!) chega um daqueles mini-ônibus. As mini-coisas são bonitinhas, fofinhas, um mini-ônibus é bonitinho também mas é impossível caber todo mundo que estava esperando. Pra quê existe a porcaria de um ônibus desse tamanho? E depois as pessoas é que ficam com imagem de ignorantes porque todos querem entrar ao mesmo tempo. Mas é claro que todos estão agoniados, aparece no deserto com um copinho de água pra ver o que acontece e aí a gente conversa. Lá dentro do ônibus, alguns sortudos conseguem lugar pra sentar, mas eles tiveram que pisar em cabeças pra conseguir isso. Todo restante que fica em pé vira uma massa homogênea que nem balança nas curvas, apesar de o motorista sempre pensar que é Need For Speed. Isso tudo que eu falei parece até coisa de lendas urbanas porque é inacreditável, mas eu vi rss é assim ônibus depois das 17:00 horas. (Sorte que eu saio 4:30 o/) só que às vezes, independente do horário ele pode estar cheio. E aí você vai passar a viagem inteira tentando se deslocar da porta da frente até a porta do fundo ou a do meio pra conseguir descer no ponto que você gostaria de descer, olha que maravilha. As galinhas que vão pra avícola são transportadas mais confortavelmente e olha que a situação delas não é nada boa. A expressão lata de sardinha também não serve mais porque apesar de estarem mortas e cozidas, na lata da sardinha tem mais espaço também. Até no pacotinho de M&M's tem mais espaço vazio do que no ônibus. E o transporte é público mas a gente paga, inclusive a tarifa não para de aumentar. Aí alguém diz "vamos de carro, é tão fácil". Pois sim, vamos levar 40 minutos só pra sair da garagem e aí a gente fala sobre a parte fácil. 

O post ta maior revolts hoje, mas é porque eu não consigo definir eleições em outras palavras a não ser poluição visual, sonora e hipocrisia em cada sorrisinho. Falam que o futuro da cidade está nas nossas mãos, que é só escolher certo, mas como escolher alguma coisa certa numa questão onde todas as alternativas estão definitivamente erradas? Primeiro, teríamos de conhecer os candidatos um pouco melhor. Já ouviram falar que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade? Mesmo quem mora junto e tal, você não sabe todos os segredos do marido/esposa, do seu filho, etc. Imagina então como é que depositamos literalmente um voto de confiança em alguém que vemos de longe, ouvimos falando sobre as propostas que são sempre as mesmas "eu vou melhorar daqui, vou melhorar dali, vai ficar tudo uma beleza" e só vemos de quatro em quatro anos porque no resto do período eles devem hibernar só pode. Não sabemos o que eles falam quando estão entre amigos, não ouvimos suas gargalhadas quando estão bêbados, não os vemos andando de meia e pijama em casa, parece que não votamos em pessoas normais e sim robozinhos com sorrisos desenhados e trejeitos patéticos. E outra, e se a gente os conhecesse como amigos próximos e víssemos que nenhum deles presta? Acho que no fundo todo mundo pressupõe que eles não prestam, mas isso também é um tipo de preconceito, justamente porque não conhecemos todos. Nunca vamos saber qual é a alternativa certa, estamos votando no escuro, eles nos colocam vendas e nos atiram contra as urnas.

 

 



Por Kelly s 09h47



05/08/2012 - Cinderela e seus problemas


 

A semana que passou foi de busca. Uma busca extremamente importante, extremamente difícil e muito, mas muito frustrante. Eu creio que todo mundo conheça a garota do título desse post... Uma minazinha que só sofre a vida toda, apanha mais que mulher de bandido, faz trabalho doméstico e tralálá. Ela tem a sorte de ser linda e magnânima, vai à festa toda produzida e conquista um vida boa fresco. O maior problema da vida dela nem eram as malas caras de pau que se enfiaram na casa dela, era o fato de calçar algum número abaixo de 36. Eu sei porque entre ela e eu só tem isso em comum, (e por isso eu me identifiquei com essa história desde criança, a que eu mais gostava entre as outras lá) e o que eu sofro pra encontrar um sapato nenhuma ficção jamais será capaz de retratar.

>>Meea nossa! Como estou escrevendo dramaticamente hoje<<

Cansei de ver aquela cena, vendedor trazendo 50 mil caixas empilhadas e depois de provar tudo eu concluo que nenhum coube em mim. Ou melhor, eu não coube neles. Ah, você já entendeu. Scarpin scarpando de mim .-. Aí um deles milagrosamente fica legal e eu falo "Ah, mas desse eu não gostei..." nossa se eu fosse vendedora eu matava uma cliente que nem eu! Mas qual é?! Eu tenho que levar o que eu acho bonito e não qualquer coisa só porque coube. Se fosse assim eu ia trabalhar de pantufas porque elas servem direitinho no meu pé e ainda são confortáveis. 

Crianças de dez, onze anos já têm o pé do tamanho do meu, às vezes maior. Como eu me sinto com isso? Cara... to nem aí. Adoro meus pés do jeito que são e se apenas fosse mais fácil achar um sapato 33/34 eu nem escreveria esse post e provavelmente você estaria agora lendo sobre outra coisa sem importância pra nada. Esse probleminha pra comprar sapato eu só comecei a enfrentar depois que fui buscar emprego, trabalhar e etc porque antes, na vida de estudante, eu só usava mesmo tênis, sandálias, tamancos. E tênis, sandálias, tamancos, botas e pantufas eu curiosamente não tenho problemas quanto ao tamanho. Tenho uma pantufa 42 que serve perfeitamente e uma bota 35 da minha mãe que eu uso às vezes. A minha é 34 e tem salto, minha mãe reclama que todo ano eu compro botas no inverno, mas se eu não consigo comprar sapatos, vamos de bota! Mês passado eu comprei essa:

 

 

E simplesmente amei. Já fui pra todo canto com ela. Adoro saltinhos que fazem aquele barulho 'toc-toc' (mas num baque meio grave, abafado e sexy, não escandaloso e agudo como ferradura de cavalo) e essa faz um som muito bonito nas pisadas. Quando eu venho, todo mundo quer saber quem é. (Aí quando vê quem era diz 'ah...'). 

Resumindo, eu gosto de botas. Quero uma marrom e uma azul agora. Até hoje só tive pretas. Ah, e uma de cor indefinida quando houve uma pequena febre em 2007 por botas de camurça. Mas a minha não era daquelas de amarrar, que fique bem claro. Aquele modelo de material 'mole' ou sei lá o quê não caiu no meu gosto. Tem umas daquele tipo que deixa a pessoa parecendo que está com um sapo amarrado nos pés.

 

 

Essa semana eu vesti uma calça (MAIOR BONITA, social, preta, skinny, com zippers dourados nas barras e nos bolsos da frente) que não dava pra usar com bota, à menos que fossem ankle boots mas eu não tenho nenhuma ainda. Ia usar com sapatilha mesmo, mas não é que quando fui calçar a minha melhor sapatilha EVER ela estava com o fecho quebrado?? GOD WHY. Essa sapatilha é especial pra mim, se sujar eu limpo, se descolar qualquer coisa eu colo, se quebrar o fecho eu arrumo, se partir ao meio eu posso não conseguir consertar mas não jogo fora também. Valores sentimentais, meus queridos... E também porque é a única que eu tenho que não fica saindo do meu pé ¬¬. A solução foi colocar um sapato porque eu já estava atrasada e não dava tempo de trocar a calça pra poder ir de bota. Felizmente (milagrosamente, misteriosamente) eu tenho um! E ele tem saltos enormes.

 

 

Sinceramente, foi o primeiro calçado que pode se considerar sapato de salto que deu em mim. No dia da compra eu fiquei tão feliz que nem acreditava. Só pra ter uma ideia, eu nem fui à loja pra comprar um sapato desse tipo. Fui comprar um pro dia-a-dia mesmo, com um salto mais modesto e tal, mas quando esse serviu eu esqueci tudo. Já fiquei imaginando todas as minhas roupas que ficariam esplendorosas com ele. E por incrível que pareça, ele é confortável mesmo com esse tamanho de salto. Só que não dá pra abusar também, né! Mais de três horas em pé nesse salto certamente deixam os pés cansados. Por isso eu me mobilizei pra comprar outra sapatilha na sexta-feira: 

 

 

Até a sapatilha foi difícil de achar. Andei por várias lojas. E eu gostei dessa, é bonitinha e tal, mas até o sapato lá de salto é mais confortável que ela. Lá na frente ela é apertada, esmaga os dedos. E eu entendi porque algumas sapatilhas têm aquele furinho na frente (eu brinco que é o umbigo ;) porque quando não tem o maldito umbigo, os pés transpiram lá dentro e pense no aroma esquisito de plástico com suor quando tira a coisa do pé. Um dia depois de comprar eu estava arrependida. Mas, pelo menos, não foi os olhos da cara e é toda bonitinha (apelidaram aqui em casa de mini-sapatilha-fofa-da-kelly).

(E esse post podia ter o título de post dos parênteses ou post chato desabafando sobre sapatos), isso porque eu nem contei o mico envolvendo sapatilhas na formatura dois anos atrás e que eu não esquecerei =/ mas isso eu vou deixar pra outra hora hahah imagino que já estão cansados dessa besteirada toda por hoje! ;****

 



Por Kelly s 12h26



 



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